O mercado brasileiro segue como o patinho feio nos negócios da Audi. A montadora alemã revelou na segunda-feira, 11, seu desempenho global nos primeiros seis meses do ano e em todos seus principais mercados, à exceção do Brasil, obteve crescimento. Aqui, porém, a Audi negociou 6.765 veículos de janeiro a junho, 22,1% a menos do que no mesmo período do ano passado.
Mundialmente o quadro é rigorosamente outro e a montadora viu suas vendas crescerem 5,6%, superando 953 mil veículos entregues em todos os continentes, com destaque, sobretudo, para os novos modelos A4 e Q7, cujas vendas aumentaram, respectivamente, 12,3% e 73,6%.
A empresa registrou avanço significativo principalmente na Europa, região responsável por quase metade dos negócios globais. Até junho os países do continente compraram 450 mil automóveis e utilitários esportivos Audi, o maior volume em toda a história da empresa para o período e 8,4% acima do registrado de janeiro a junho de 2015.
As vendas de junho chegaram a 169 mil veículos, 7,4% a mais do que um ano antes, e foram maiores em todos os dez principais mercados da marca. No Brasil, porém, a Audi amargou queda de 39,2% na comparação mensal com 2015, com 927 unidades entregues. A montadora voltou a produzir no Paraná, após quase uma década. De São José dos Pinhais saem o A3 Sedan e, há cerca de quatro meses, também o utilitário esportivo Q3, modelos de entrada da marca.
“Apesar dos persistentes desafios em mercados-chave, o primeiro semestre de 2016 foi caracterizado principalmente por um crescimento equilibrado em termos globais”, afirmou Dietmar Voggenreiter, membro do conselho administrativo para vendas e marketing. “Nos próximos meses, continuaremos a fortalecer nossa carteira de modelos com novas tecnologias e conceitos como o Audi Q7 e-tron, o A6L e-tron, o SQ7 TDI e o Q2.”
As entregas da Audi nas Américas chegaram a 131,4 mil unidades no primeiro semestre, 3,5% a mais – perto de 97 mil foram negociadas somente nos Estados Unidos. Evolução semelhante foi registrada na
região Ásia-Pacífico, onde foram negociados 339,3 mil automóveis, 3,9% do que nos primeiros seis meses do ano passado.
O maior mercado individual da marca no mundo segue sendo a China, que consumiu 290,1 mil veículos de janeiro a junho, 5,9% a mais do que no primeiro semestre de 2015 e praticamente um terço das venda globais da montadora.
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