O sistema de consórcio no segmento de automóveis e comerciais leves segue com alguns indicadores positivos no acumulado deste ano. Dados da Abac, Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio, divulgados na segunda-feira, 18, mostram alta no total de participantes ativos, nas contemplações e nos créditos concedidos.
A participação potencial das contemplações desse sistema nas vendas totais de carros e comerciais leves novos no mercado interno atingiu 33,3% nos primeiros cinco meses do ano, índice 9,1 ponto porcentual superior ao do mesmo período do ano passado, quando o número de contemplados tinha um peso de 24,2%.
Vale destacar, no entanto, que nem todos os contemplados de planos envolvendo veículos 0 Km acabam por adquirir o bem a que se propunham. Segundo a assessoria econômica da Abac, tem havido migração de consorciados de veículos novos para carros seminovos na hora de utilização dos créditos. A entidade não tem um balanço específico quanto à essa migração, mas informa que a Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores, confirma esse movimento.
O número de contemplados no segmento de automóveis e comerciais leves no acumulado de janeiro a maio deste ano chegou a 223,3 mil, com alta de 4,3% em relação aos 214 mil dos primeiro cinco meses do ano passado. O valor de créditos liberado para o segmento chegou a R$ 9,05 bilhões este ano, acréscimo de 4,3% em relação aos R$ 8,69 bilhões do mesmo período de 2015.
O valor médio da cota em maio ficou em R$ 38,8 mil, 9,8% abaixo do registrado em maio do ano passado (R$ 43 mil), um indicador que reflete em parte a migração do consumidor de carro novo para seminovo. Também teve leve retração, de 7,2%, o número de novas cotas comercializadas no comparativo de maio deste ano com o mesmo mês de 2015: 361,8 mil contra 390 mil. Já o número de participantes ativos consolidados nos acumulado dos cinco meses cresceu 5,9%, passando de 3,07 milhões no ano passado para 3,25 milhões este ano.
Ao divulgar o balanço do sistema de consórcio, que indica estabilidade no total de participantes no País – 7,1 milhões, considerando os segmentos de veículos, máquinas agrícolas, serviços, imóveis e eletrodomésticos/eletroeletrônicos –, o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi, disse que esse equilíbrio deve-se principalmente à qualidade das vendas realizadas nos últimos anos:
“Com adesões conscientes feitas por consumidores que planejam o futuro, pode-se afirmar que o consumo responsável, comprometido com o orçamento pessoal, familiar ou mesmo empresarial, bem como os princípios da educação financeira, têm sido os fatores responsáveis pelos bons resultados do segmento, mesmo com a crise econômica”.
Segundo Rossi, os consórcios de veículos leves, com uma história de mais de cinquenta anos, é um exemplo dessa constância: “Com volume crescente, que passou de 3 milhões em janeiro de 2015 para 3,25 milhões em maio deste ano, o setor retrata o interesse do consumidor pelo consórcio para adquirir automóveis, utilitários e camionetas. Trata-se de um avanço gradual em quase um ano e meio, que evidencia mais consorciados fazendo poupança com objetivo definido”.
Notícias Relacionadas
Últimas notícias