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17/08/2016

MDIC promete avanços no projeto de renovação de frota

Por Alzira Rodrigues

- 17/08/2016

Mais uma vez volta à tona o antigo tema da renovação da frota de veículos brasileiro. Desta vez o assunto foi abordado pelo ministro do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, que garantiu na abertura do 26º Congresso & Expo Fenabrave na segunda-feira, 16, que está pessoalmente empenhado no avanço das discussões sobre o assunto, já em análise na área técnica do Ministério.

Pereira disse que há dez dias recebeu o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., que lhe entregou uma pauta das sugestões do setor para reativação do mercado, incluindo a da renovação da frota, tema que também já discutiu com o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

Tal projeto, elaborado por 19 entidades do setor, já havia sido encaminhado ao governo anterior e agora foi oficialmente reapresentado ao governo interino. O ministro disse em seu discurso que além do projeto estar em análise na área técnica ele já fez contato com os bancos públicos para discutir o financiamento adequado para fomentar o programa de renovação de frota.

“Conversei com os presidentes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Embora seja um projeto que contemple os veículos em geral, vejo urgência principalmente no segmento de motos que está com mais problema no momento”

Pereira citou alguns dados negativos da área de distribuição, como o fechamento de 1,3 mil empresas desde o ano passado com o conseqüente desemprego de milhares de pessoas, e a queda de arrecadação provocada pela retração na venda de veículos. Mas comentou na sequência que o cenário do setor já começa a mudar. “A recuperação pode não ser a esperada, mas como em toda caminhada é preciso dar os primeiros passos”.

Financiamento – Também presente do 26º Congresso & Expo Fenabrave, o diretor do Banco Itaú, Rodney Bernardino de Souza, apresentou um novo plano de financiamento na área automotiva, o Troca Certa. O consumidor escolhe o carro em uma das concessionárias parceiras do banco, dá uma entrada de 30% do valor do veículo e faz o restante do pagamento em 23 ou 35 parcelas iguais e com valor inferior à média do mercado.

“Ao final do contrato, a concessionária recompra o veículo do cliente, que utiliza o montante para quitar a última parcela e já dar a entrada para compra de um novo modelo”, explica Souza. “O produto foi desenvolvido para atender uma grande parcela de clientes que prioriza a troca de seus veículos em até dois ou três anos.”


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