A manhã de quinta-feira, 8, foi de muita movimentação dos trabalhadores diante dos portões da fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, SP. Afinal, na tarde do dia anterior a empresa informara oficialmente que demitiu cerca de 370 trabalhadores da unidade, já que exatos 1047 funcionários aderiram ao Programa de Demissões Voluntárias, PDV, encerrado na própria quarta-feira, e o objetivo era eliminar 1,4 mil postos de trabalho.
“A empresa confirma o encerramento do contrato de trabalho de cerca de 370 colaboradores que estavam em licença remunerada desde fevereiro deste ano por falta de atividade de trabalho”, confirmou a montadora em nota oficial.
A companhia – prosseguiu o texto – “informa ainda que aproximadamente trezentos empregados, que estavam em licença remunerada, serão chamados de volta ao trabalho em razão de adesão interna ao PDV”.
A empresa disse ainda que, “considerando o atingimento da redução necessária, a Mercedes-Benz confirma o compromisso acordado em conceder estabilidade no emprego até dezembro de 2017 para os seus colaboradores na planta de São Bernardo do Campo”.
Àqueles que aderiram ao PDV a empresa pagou R$ 100 mil independentemente da idade e do tempo de casa do trabalhador. Os funcionários demitidos, porém, receberão somente as indenizações previstas na legislação trabalhista.
A fabricante adiou por três vezes o fim do PDV na tentativa de alcançar a redução do quadro pretendida. A empresa afirmara no primeiro semestre que trabalhava com excedente de cerca de 2,5 mil.
Um PDV encerrado em julho contabilizou 638 adesões. Desde então, assim, a empresa buscava eliminar mais 1,8 mil vagas. O sindicato, porém, pretende ainda mobilizar os trabalhadores e pressionar a montadora a rever os cortes.
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