A fábrica da FCA de Betim, MG, é a maior do grupo na América Latina e uma das maiores do mundo em capacidade produtiva. Com mais de 18,5 mil funcionários, poderia estar fabricando, a pleno regime, até 800 mil veículos por ano, mas hoje amarga ociosidade média de 40%.
Encontrar meio para ocupar suas linhas tem sido uma das grandes preocupações da diretoria. E uma medida já é certa: a unidade concentrará toda a produção dos motores Firefly na América do Sul, conforme garante o presidente Stefan Ketter.
A planta de Córdoba, na Argentina, receberá os Firefly brasileiros para montagem em seus veículos. E só ela. A exportação de motores sozinhos para outros países está descartada pelo executivo, que também diz não ter previsto novos investimentos na fábrica de Campo Largo, PR, de onde saem os motores 1.6 e 1.8.
O presidente da FCA mostra-se cauteloso ao falar de eventual recuperação no desempenho das vendas do setor automotivo, ainda que veja sinais positivos no curto prazo, como o começo da volta da confiança de investidores e consumidores. “Mas claramente já chegamos ao fundo do poço do mercado”, enfatizou.
Ao ser questionado sobre um eventual novo ciclo de investimentos da empresa no País, o executivo preferiu abordar o atual cenário de dificuldades do setor. Ele espera, sobretudo, que o Brasil crie instrumentos que garantam maior competitividade interna e externa para a indústria – “Buscar mais exportação é bonito, mas precisamos estar preparados para ela com excelências” – e uma agenda de longo prazo:
“Precisamos de regras mais simples e flexíveis, sejam trabalhistas ou fiscais, e que garantam maior segurança para os investidores. Não acredito em grandes coisas, mas nas pequenas mudanças que podem dar grandes resultados, ações que vêm em várias e pequenas ondas”.
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