Deflagrada na segunda-feira, 17, a greve dos metalúrgicos na Scania, em São Bernardo do Campo, SP, completou quatro dias sem negociações entre o sindicato que representa a categoria no ABC paulista e a montadora. Segundo a entidade sindical, essa é a única pendência da campanha salarial deste ano nas montadoras da base. Nas demais, o reajuste deste ano já está previsto em acordos firmados anteriormente, com validade para mais de um ano.
Os trabalhadores da Scania reivindicam reajuste de 9,62%, referente à reposição da inflação do período com base no INPC. Já a montadora propõe 5% de reajuste salarial mais abono, o que foi rejeitado pelos 3,2 mil funcionários da empresa em reunião realizada na segunda-feira pela manhã.
O movimento que contesta a proposta feita pela Scania começou com paralisação geral da fábrica de São Bernardo e nos demais dias os trabalhadores estão realizando greve por áreas. “Estamos conduzindo a greve de forma estratégica, parando a cada dia um setor diferente”, explica o coordenador do comitê sindical na Scania, Regis Guedes.
A mobilização na quinta-feira, 20, ocorreu na linha de produção de motores e parte das áreas administrativas e comerciais. Na quarta-feira deixaram de operar a fábrica de chassis e uma parte do setor administrativo e na terça-feira foram paralisadas as áreas de logística e exportação. Até o momento, segundo nota oficial do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, não houve contato da direção da empresa para negociação.
A Scania Latin America, por sua vez, divulgou nota na segunda-feira lamentando a paralisação dos trabalhadores, “visto que a greve traz prejuízos para todos os lados”. A empresa garante que a proposta apresentada foi a melhor possível considerando o cenário de queda de volumes que começou em 2014 e, mais recentemente, o momento difícil da economia no país.
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