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27/10/2016

Termina a greve na Scania

Por Redação AutoData

- 27/10/2016

Após uma semana de greve, os trabalhadores da Scania decidiram em assembleia realizada na manhã da segunda-feira, 24, pelo término do movimento. A informação, divulgada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no início da tarde, acabou recebendo um adendo horas depois: “Em função da vantagem apertada verificada na votação haverá plebiscito para validar ou não a decisão”.

O plebiscito será realizado ao longo desta terça-feira, 25, com cada funcionário depositando seu voto em urnas que serão instaladas no interior da fábrica. “É uma forma de tirar qualquer dúvida que possa pairar sobre o resultado. Os companheiros vão registrar seus votos e assim teremos um quadro exato do que eles desejam”, informou Carlos Caramelo, diretor-executivo do Sindicato e trabalhador na Scania.

O acordo proposto pela empresa, negociado durante o fim de semana, garante reajuste salarial de 5% retroativo a setembro (data base da categoria), mais abono de R$ 4 mil pago em janeiro de 2017. Com validade de dois anos o acordo prevê também a recomposição integral da inflação pelo INPC, Índice Nacional de Preços ao Consumidor, nos salários em 2017. Dos cinco dias uteis de paralisação, quatro serão incluídos no banco de horas do trabalhador.

Avanços – Por meio de nota, o sindicato explicou que em relação à proposta anterior, cuja rejeição levou ao início da greve, a negociação realizada durante todo o fim de semana com a direção da fábrica avançou, dentre outros pontos, no sentido de garantir a extensão do período de estabilidade por mais três meses – até dezembro de 2017.

Também foram acertadas como itens adicionais ao anteriormente proposto a renovação dos contratos de trabalhadores temporários e a antecipação do pagamento do 13º salário de 2017 para o mês de fevereiro.

O acordo prevê ainda um adicional nos salários, aplicado em janeiro de 2018 e janeiro de 2019, caso a produção anual atinja ou supere 16 mil unidades de caminhões e ônibus. O valor será de 0,5% nos salários a cada mil unidades produzidas a mais.

De acordo com Caramelo, diretor do sindicato, a empresa, por meio do acordo proposta, a manter no Brasil os volumes de produção voltados para a exportação: “Esse é um dos pontos importantes, pois preserva o nível de competitividade da planta brasileira, garantindo a capacidade de exportação a partir daqui”.

O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, admitiu, por sua vez, que as negociações no fim de semana foram duras e que economicamente a proposta não mudou muito: “Mas pudemos incluir questões que contemplam outras áreas de interesse do trabalhador”.


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