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04/11/2016

General Motors já pode comemorar

Por George Guimaraes

- 04/11/2016

Restam ainda mais de 50 dias úteis de vendas para o encerramento do ano, mas, a julgar pelos números divulgados pela Fenabrave, o pódio do ranking das marcas mais vendidas no mercado interno terá a General Motors no lugar mais alto em 2016. A empresa, líder no acumulado dos dez primeiros meses com 17,1% do mercado e 275,8 mil veículos negociados, esteve à frente novamente em outubro e de maneira ainda mais evidente: somou 29,7 mil emplacamentos, 19,2% das vendas.

Já a Fiat negociou 24,4 mil automóveis e comerciais leves no mês, equivalentes a 15,8% de participação. No ano, deteve 15,4% do mercado com 248,4 mil unidades vendidas. A diferença de mais de 27 mil veículos – mais de um mês de vendas – já permite assegurar que, pela segunda vez em mais de 91 anos de presença no Brasil, a General Motors liderará o mercado interno.

A primeira e única oportunidade em que a GM ficou no lugar mais alto do pódio foi em 2004, quando a montadora completava 80 anos no País. Naquele ano os produtos Chevrolet detiveram 24,6% das vendas contra 23,6% da própria linha Fiat.

Agora, porém, a montadora estadunidense terá um motivo a mais para comemorar. Diferente de há doze anos, quando o Celta foi apenas o terceiro carro mais vendido do País, o Onix encerrará o ano também como líder de vendas. O modelo já registrou 119,2 mil unidades emplacadas no acumulado até outubro, 22 mil a mais do que o segundo colocado, o Hyundai HB20.

Se General Motors e Fiat dificilmente perderão seus lugares ou mesmo inverterão essa ordem, já não se pode dizer o mesmo no caso da terceira colocada Volkswagen após a aproximação da Hyundai nos últimos dois meses.

A interrupção do fornecimento de componentes que forçou a paralisação das linhas de montagem das fábricas da Volkswagen em parte de agosto e setembro ainda repercutiu fortemente no desempenho da marca em outubro. Os números de emplacamentos divulgados pela Fenabrave indicam que as mais de quinhentas concessionárias da marca tiveram muito trabalho para chegar perto de suas metas.

A empresa alemã registrou somente 10,6 mil automóveis e comerciais leves emplacados no mês, apenas 6,9% do mercado interno, na sétima posição no ranking das marcas mais vendidas. No acumulado do ano, apesar disso, segue com o terceiro posto: 189,3 mil veículos e fatia de 11,7%. Mas a diferença para a quarta colocada, a Hyundai, com 10,1%, caiu de 2,9% em agosto, antes das paralisações, para 1,7%.

A falta dos principais produtos foi determinante para essa aproximação. O Gol, o carro mais vendido da marca há décadas aqui, encerrou os dez primeiros meses do ano com 44,9 mil unidades emplacadas e na modesta nona posição entre os automóveis mais vendidos.

Em outubro, um retrato fiel das dificuldades momentâneas: com apenas 1,9 mil unidades, o hatch ficou na 25º posição no ranking – e o carro mais vendido da marca em outubro, o Up, somou 2,7 mil emplacamentos e fechou na 14ª posição.

De qualquer forma, com a produção acelerada em outubro e novembro, bimestre em que deve produzir algo com 100 mil unidades, segundo David Powels, presidente da empresa, a Volkswagen espera restabelecer o fluxo de negócios das concessionárias e ao menos assegurar o terceiro posto ao longo de 2016. Até porque dificilmente teria condições – e tempo – para ameaçar a segunda colocada, a desvantagem é expressiva.

A Hyundai, contudo, ainda pode alimentar pequena – quase nenhuma – esperança de roubar a cadeira da VW, um feito pouco imaginado há menos de um ano. Em 2015, por exemplo, a marca ficou no quinto lugar, com 8,3% de participação, 6,2 pontos porcentuais a menos do que a própria Volkswagen, terceira no ano, e 2 pontos abaixo da Ford, a quarta.

A montadora americana, aliás, pode protagonizar a maior mudança no ranking este ano e cair duas posições. De janeiro a outubro, foram negociados 146,7 mil veículos Ford no mercado interno, 9,1% do total e apenas a sexta maior participação. Além de ser ultrapassada pela Hyundai, ficou para trás também com relação à Toyota, que registrou 147,9 mil emplacamentos no período e ascendeu da sétima posição ao final de 2015 para a quinta.


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