O presidente da FCA, Fiat Chrysler Automobiles, disse na terça-feira, 8, durante prévia do Salão do Automóvel de São Paulo, que a empresa tem bons motivos para festejar 2016. O executivo destacou o lançamento de três produtos totalmente novos – os Fiat Toro e Mobi, além do Jeep Compass –, informando que a FCA, considerando o grupo como um todo, está em patamar similar ao do ano passado e opera com equilíbrio em suas operações.
“Não estamos tendo grandes lucros, mas também não fizemos prejuízo este ano. Estamos no equilíbrio”, comentou Ketter. “Nossos lançamentos, incluindo novos motores, são prova de que acreditamos no Brasil”. Ele adiantou que o terceiro trimestre foi o melhor período em vendas do ano para a empresa e o quarto trimestre está melhor ainda.
No caso da marca Jeep, a FCA espera encerrar este ano com 60 mil unidades comercializadas no Brasil e projeta crescimento de 50% para o próximo, quando espera atingir 90 mil emplacamentos em função principalmente da chegada do Compass ao mercado. Sua rede foi ampliada de 40 concessionário em 2014 para 200 este ano.
A Jeep aproveita o Salão do Automóvel para mostrar esse novo SUV, que teve 1 mil unidades reservadas em período de pré-venda, o que é considerado um sucesso pelo diretor comercial da FCA e diretor da marca Jeep, Sérgio Ferreira. Também lança no salão a versão Limited do Renegade, que é a topo de linha com motorização flex e teve preço fixado em R$ 97.990.
Versão nova – No estande da Fiat uma das novidades da FCA é a versão Drive do compacto Mobi, com motor flex 3 cilindros, o mesmo já lançado na linha Uno. Segundo o diretor da marca Fiat e diretor de produto da FCA, Carlos Dutra, o Mobi é o carro de melhor relação custo-benefício já produzido em Betim, MG. O volume de vendas do compacto, segundoadmitem tanto Dutra quanto Ketter, tem sido aquém do projetado quando o modelo foi concebido.
Mas, como diz Ketter, ele foi pensando dentro de um mercado diferente do de hoje, o que não significa que mais para frente os compactos – que atendem os consumidores hoje mais afetados pela crise econômica – não voltem a ter a importância de antes no contexto automotivo brasileiro. O executivo enfatizou ainda que o Mobi e a Toro são apenas as pontas do sanduíche: “Vamos completar o miolo com outros ingredientes. Faremos a maior renovação da linha Fiat no mercado brasileiro ao ritmo de um lançamento por semestre”.
Com relação ao comportamento do mercado como um todo, o presidente da FCA disse que o importante para o próximo ano não é visar quantidade, mas sim qualidade. “É importante voltarmos para o mercado real. Este ano as vendas diretas chegaram a 37%, o que significa que a retração no varejo foi maior do que a dos emplacamentos totais. O ideal seria que o varejo voltasse a responder por pelo menos 70% das vendas”.
Ketter também falou sobre exportações, lembrando que a fábrica pernambucana da Jeep, em Goiana, foi concebida para atender outros mercados e é hoje uma das mais competitivas dentro do grupo. Admitiu que há negociações para exportar produtos Jeep para países fora da América do Sul, mas disse que por questão de sigilo de negócio não poderia revelar os locais.
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