AutoData - Três de uma vez
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08/11/2016

Três de uma vez

Por George Guimarães

- 08/11/2016

A Renault deflagra oficialmente no Salão do Automóvel de São Paulo o que prefere chamar de “ofensiva de SUVs na América Latina’’. A montadora apresenta de uma só vez ao consumidor brasileiro três utilitários esportivos que estarão nas ruas brasileiras no transcorrer do ano que vem.

Dois deles, Setor e Kwid, produzidos no complexo industrial Ayrton Senna em São José dos Pinhais, PR. O terceiro, o grandalhão Koleos, virá importado da Coreia.
Olivier Murguet, presidente da Renault na América latina, não esconde o entusiasmo com o recente desempenho do segmento e seu potencial na região. “É difícil dizer quanto os SUVs representarão das vendas no futuro. Hoje eles respondem por uns 20%, mas há cinco anos era a metade disso”, recorda o executivo.

Murguet tem absoluta certeza de que os utilitários esportivos são mesmo a bola da vez da indústria automobilística. “É um produto desejado por todos os tipos de consumidores. Tanto que estamos oferecendo produtos o Kwid, que será nosso carro de entrada, um médio, o Captur, e um topo, o Koleos.”

Hoje fatia de 15% a 20% do que a marca vende na América Latina já é composta por utilitários esportivos. Com os novos produtos, diz o presidente da Renault para a região, essa relação chegará perto de 50%.

O primeiro a chegar às ruas será o Captur, já em fevereiro. No entanto, a produção do modelo, que utiliza a plataforma do Duster – na Europa ele é um tanto menor, deriva da base Clio –, começou na semana passada no Paraná.

O utilitário esportivo concorrerá, sobretudo, com modelos como Nissan Kicks e Honda HR-V e Chevrolet Trakker. Sairá da linha de montagem com motor 1.6 SCE, outra novidade nacional que começa a equipar outros produtos locais. Além dele, a Renault também já produz o 1.0 SCE de 82 cv com bloco de alumínio, assim como o novo 1.6. O novo 1 litro equipa Sandero e Logan e estará presente no Kwid.

Os três novos utilitários esportivos serão lançados em um momento que Murguet já julga de estabilidade para o mercado brasileiro. Em 2017, projeta o executivo, o Brasil deve consumir perto de 2 milhões de automóveis e comerciais leves, o mesmo patamar esperado pela Renault para este ano.

“Mas as vendas começarão a subir novamente em algum momento que ainda não saberia definir’’, afirmou Murguet, que calcula que a poderá alcançar os almejados 8% do mercado brasileiro já no ano que vem.


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