Mais do que os lançamentos e as novidades do Salão do Automóvel de Detroit apresentados a partir de segunda, 9, e cujo interesse maior se limita ao mercado norte-americano, a semana da indústria automotiva mundial foi pródiga em questões judiciais.
Na sexta-feira, 13, depois do acordo da Volkswagen com a Justiça dos Estados Unidos, pelo qual pagará US$ 4,3 bilhões em multas em decorrência da fraude em seus motores, e da acusação da Agência de Proteção Ambiental, EPA em inglês, de que motores a diesel da FCA emitem mais gases do que o permitido, foi vez da Renault ganhar destaque na imprensa mundial por eventual irregularidade em seus motores.
O governo francês revelou que apura se a montadora também teria se valido de artifícios para burlar testes de emissões de gases no caso dos motores a diesel. As investigações, revelam as agências internacionais, começaram em novembro, depois que o Ministério da Economia e Finanças enviou relatório sobre o caso para a Justiça francesa.
Na quinta-feira,12, a EPA acusou a FCA que ter instalado, e não divulgado software de gerenciamento do motor que permite excesso de emissão de poluentes em motores diesel. Pouco mais de 104 mil unidades das picapes Dodge RAM 1500 e Jeep Cherokee vendidos desde 2014 com motores 3.0 litros estariam envolvidas.
As denúncias contra a FCA e a Renault podem indicar um segundo estágio do chamado Dieselgate, como foi batizado o escândalo mundial protagonizado pela Volkswagen e descoberto em 2015. No total, reconheceu a montadora alemã, perto de 11 milhões de veículos em todo o mundo foram dotados de software capaz de enganar os testes de emissões de motores a diesel. Além de implicar em demissões de altos executivos, e até prisões, os custos com processos, multas, recompras de veículos e indenizações a governos e consumidores já teriam ultrapassado a casa dos US$ 23 bilhões.
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