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06/02/2017

Ford supera metas de eficiência do Inovar-Auto

Por Michele Loureiro

- 06/02/2017

A Ford é a única montadora de grande volume que superou as metas de eficiência energética estipuladas pelo programa Inovar -Auto no período de 2012 a 2017. A afirmação é de Rogelio Golfarb, vice-presidente de Assuntos Corporativos da Ford América do Sul: “Para nós isso é um Oscar. Investimos pesado na questão da redução de emissões e melhoria energética nos últimos anos”.

Além da Ford apenas Nissan e Audi cumpriram as medidas estipuladas pelo Inovar-Auto.

Golfarb não revela pormenores sobre os índices, mas afirma que dentre as melhorias realizadas pela empresa nos últimos anos estão o motor de três de cilindros, usado no Ka, e a tecnologia Ecoboost, que engloba uma série de soluções como sistema de injeção direta de combustível e permite economia de até 20%.

“Temos uma engenharia nacional de ponta e nosso campo de provas em Tatuí também contribuiu para que alcançássemos esse importante resultado.”

Ele acredita que o apelo sustentável será um grande aliado na conquista de novos clientes, especialmente os mais jovens: “Cada vez mais o consumidor se preocupa e escolhe marcas que sejam responsáveis com a questão da sustentabilidade e, claro, com menores custos para o seu bolso. Nosso esforço se traduz em menor gasto de combustível e melhor qualidade do ar. Achamos que isso vai nos diferenciar daqui para frente”.

A aposta da Ford em sustentabilidade ganha contornos ainda mais importantes depois que a companhia perdeu a quarta posição no ranking de vendas nacionais em 2016. Essa foi a primeira vez em quarenta anos que a Ford não figurou como uma das quatro maiores. No ano passado, a Ford comercializou 180 mil 225 carros, 73 mil 389 a menos do que em 2015. A queda chegou a 29%, bem acima do mercado. Sua participação de mercado caiu de 10,2% para 9% e foi ultrapassada por Hyundai e Toyota.

Golfarb diz que com menos pessoas comprando carros as vendas diretas aumentaram de forma expressiva no ano passado. Para se ter uma ideia o índice encerrou 2016 em 33,6%, o mais alto já verificado no mercado. No ano anterior o volume fora 28,4%: “Tomamos a decisão deliberada de não participar da escalada das vendas diretas com o objetivo de proteger a rentabilidade do negócio”.

Apesar das vendas menores o executivo é otimista com relação à estratégia da empresa. Em pesquisas recentes realizadas com consumidores a Ford afirma que há melhorias relevantes na percepção dos consumidores com relação a marca:

“Às vezes a mudança de posição no ranking não conta tanto. Há algumas coisas que valem mais do que isso na cabeça do consumidor, principalmente dos mais jovens, que buscam mais conectividade e mudança de valores”.

Este ano a Ford aposta em lançamentos, sem revelar os segmentos escolhidos, e acompanha as projeções da Anfavea, associação que representa as montadoras, que espera um crescimento modesto do mercado.

“Esperamos por uma recuperação ligeira, que deve se concentrar no segundo semestre e resultar em um crescimento de cerca de 4% a 5% no ano. Ainda não vimos um ponto de inflexão da crise. Isso depende também da velocidade de transmissão da redução da Selic para o crédito na ponta.”


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