As vendas de caminhões no mercado interno iniciaram janeiro com resultado dramático: apenas 2 mil 947 unidades licenciadas, de acordo com números da Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. De acordo com Marco Saltini, um dos vice-presidentes da entidade e diretor da MAN Latin America, “este foi o pior resultado de vendas desde 1997, quando foram licenciados 2, 8 mil caminhões”.
Na comparação com o primeiro mês de 2016 houve redução de 33,3% no volume de 4 mil 416 unidades comercializadas no período.
Para Saltini “o desempenho reflete a situação ainda difícil do ano passado, porém a expectativa é a de que este ano haja um cenário mais estável que mostrará sinais de recuperação e, a partir do último trimestre, poderá registrar crescimento”.
Antônio Megale, presidente da Anfavea, endossa o coro: “Os indicadores econômicos mostram que há pontos importantes para a retomada do mercado, como a diminuição das taxas de juros, a queda da inadimplência e uma postura mais flexível dos bancos para a concessão de créditos”.
Apesar deste baixo desempenho o volume de produção segue em crescimento. Foram 4 mil 482 unidades fabricadas em janeiro deste ano contra 4 mil 158 registradas no mesmo mês de 2016, mostrando aumento de 7,8%.
A alta está relacionada ao desempenho das exportações. Em janeiro as subsidiárias brasileiras das fabricantes de caminhões mandaram para fora do País 1 mil 65 unidades, apontando aumento de 26,5% com relação às 842 unidades exportadas no mesmo mês de 2016.
O segmento de caminhões pesados foi o que mais avançou nesta comparação, com crescimento de 53,2%. Foram 452 em janeiro deste ano e 295 no primeiro mês de 2016. Em semipesados a alta foi de 22,7%, em médios de 44,2% e em leves de 1,4%. Apenas os caminhões semileves, que estão na faixa de 3,5 t a 6 t de peso bruto total, fecharam janeiro em queda de 48,5% no desempenho de exportações.
Ônibus – O segmento de ônibus também amargou queda no volume de licenciamentos de chassis em janeiro. Números da Anfavea mostram redução de 51,2% na comparação com janeiro de 2016, quando foram vendidas 1 mil 33 unidades. Para este segmento o desempenho de exportações não foi suficiente para evitar a queda no volume de produção. No primeiro mês de 2017 foram exportados 388 chassis contra 322 em igual período do ano passado, com crescimento de 20,5%, porém a produção caiu 9,1%: 1 mil 69 unidades em janeiro de 2017 contra 1 mil 176 em janeiro de 2016.
De acordo com Marco Saltini “a indústria de ônibus continuará em situação difícil em 2017, mas não pior do que a do ano passado, cujo desempenho também foi agravado, sobretudo, no segmento de urbanos, por causa das eleições municipais”.
Outro fator que poderá impactar e gerar algum movimento positivo para as vendas internas de chassis é o Refrota 2017, programa de renovação de frota do transporte público coletivo. A previsão é que incentive empresários a adquirirem novos ônibus. Serão R$ 3 bilhões disponíveis para esta finalidade: “A expectativa é que isto faça surtir algum efeito na retomada do mercado”.
Notícias Relacionadas
Últimas notícias