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03/04/2017

Vendas internas melhoram e diminuem ociosidade das fábricas

Por Bruno de Oliveira

- 03/04/2017

As vendas internas de máquinas e equipamentos no Brasil, no primeiro bimestre, somaram R$ 5 bilhões 792 milhões, 3,7% a mais do que no mesmo período de 2015. As exportações somaram US$ 1 bilhão 53 milhões, recuo de 3,6% na mesma comparação. Com isso o faturamento do setor, no período, caiu 10%, chegando a R$ 9 bilhões. O consumo aparente, que soma as vendas internas e as exportações, caiu 22,4%, e totalizou no bimestre R$ 13 bilhões 59 milhões. Os dados foram divulgados na quarta-feira, 29, pela Abimaq, Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos.

Para o presidente João Marchesan os segmentos do agronegócio e bens de consumo puxaram a alta nas vendas internas do setor. O agronegócio representa 15% da comercialização e bens de consumo 10% do total.

“A receita apurada com a reposição de peças também foi importante nesse início de ano. As empresas escolheram fazer a manutenção de seus equipamentos e não investir em máquinas novas. No primeiro bimestre a reposição já participa com 7% da receita. Essa será a tônica de 2017.”

O bom desempenho das vendas no Brasil já refletiu no nível de utilização da capacidade instalada das fabricantes de máquinas e equipamentos. Segundo a Abimaq o índice aumentou 1,3 ponto porcentual, chegando a 67,8%. No ano passado as fabricantes utilizaram, em média, 66,5% da sua capacidade.

Impacto cambial – Marchesan disse que a queda nas exportações no bimestre pode ser entendida pela valorização do real frente ao dólar: “O câmbio a R$ 3,10 torna inviáveis as exportações. E isso deve permanecer durante o ano, porque o governo já sinalizou que quer manter o dólar nesse patamar”.

A boa notícia é que as vendas externas para a América Latina cresceram 19,4% no bimestre, chegando a US$ 480 milhões. O dirigente afirmou que os embarques para a região foram maiores para os países do Mercosul, atingindo US$ 189 milhões, alta de 19,7%.

As importações, embora o dólar tenha caído no período, não apresentaram desempenho positivo em janeiro e fevereiro. A queda foi de 14,9%, ficando em US$ 2 bilhões: “Com a baixa demanda interna não há justificativa para a compra de maquinas e equipamentos, mesmo com o câmbio favorável”.

O déficit da balança comercial do setor foi de US$ 959 milhões 49 mil.


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