O governo da Argentina enviou ao Brasil representantes do departamento de comércio exterior com a missão de atrair investimentos das empresas brasileiras. A medida é incentivada pela política industrial lançada pelo presidente Mauricio Macri para reerguer o setor de autopeças locais. Eles querem convencer as empresas do Brasil a produzirem ou montarem componentes em solo argentino.
Segundo Andrés Superbi, da agência de investimentos e comércio internacional, entidade ligada ao governo, o plano será finalizado neste ano e seu conteúdo é baseado em ofertas de incentivo fiscal às autopeças estrangeiras: “A ideia é que as empresas tenham condições de se instalarem na região onde se encontra o nosso polo, nas províncias de Buenos Aires, Cordoba e Santa Fe”.
Além da questão fiscal, o representante disse durante a 13ª Feira Internacional de Autopeças Equipamentos e Serviços, a Automec, que o governo argentino sinaliza para a construção de medidas que estreitem as relações das empresas estrangeiras com o polo industrial local: “Não apenas no Brasil, mas estamos buscando investidores em outros locais, como a Europa. A maior dificuldade de quem chega é criar laços com o mercado local em pouco tempo. Neste sentido, estamos trabalhando para que os interessados sejam integrados o mais rápido possível”.
O mercado de veículos argentino, assim como o brasileiro, vem se tentando se recuperar de períodos de vendas baixas. No primeiro trimestre, a produção teve queda de 7,4% com relação ao mesmo período em 2016, quando foram produzidas 98 mil 168 unidades. Já as exportações do trimestre deste ano superaram as do ano passado em 14%, chegando 40 mil 193 unidades ante 35 mil 258 vendidas no trimestre do ano passado. dados da Adefa, a associação argentina que representa os fabricantes daquele país.
Já a produção em março superou a de fevereiro deste ano em 66,9%, chegando a 40 mil 107 veículos. Nas exportações, no comparativo mensal, a alta em março foi de 35,4% com relação a fevereiro, e somou 17 mil 508 veículos.
O principal destino dos veículos argentinos, de acordo com a Adefa, segue sendo o Brasil. Do total de veículos produzidos no trimestre, 24 mil 335 unidades foram exportados para o mercado brasileiro. Na sequência vem a região do Caribe, destino de 3 mil 804 unidades produzidas pela Argentina no trimestre. México é o terceiro maior mercado argentino, o qual recebeu 2 mil 684 veículos de janeiro a março de 2017.
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