O sensível aumento das vendas diárias tanto de ônibus quanto de caminhões nos últimos três meses motivou a MAN a alterar seu ritmo de produção na fábrica de Resende, RJ. A jornada de trabalho acordada pelo Programa de Sustentação de Emprego, PSE – antigo PPE –, de quatro dias de parada por mês retornou ao regime de 2015, quando os trabalhadores tiveram somente duas folgas por mês.
Roberto Cortes, presidente e CEO da MAN Latin America, disse que: “As condições estão melhorando em todos os sentidos e as vendas diárias justificam esse novo cenário. Chegou a hora da necessidade”.
O executivo raciocina que a idade da frota de caminhões das pequena, média e grande empresa transportadora já chegou ao limite e, que a partir de agora, verá um movimento de renovação pela necessidade: “Temos clientes rodando com o mesmo caminhão há sete anos. Isso não é normal. O ideal são frotas com dois, dois anos e meio de idade”.
Imbuído do sentimento de que o pior já passou e apoiado em planilhas que mostram o desempenho de vendas diário, Cortes argumenta com segurança. No segmento de caminhões as vendas diárias passaram de 134 em janeiro para 138 em fevereiro, 187 em março e 181 em abril: “Temos a sazonalidade de um mês de abril com menos dias úteis. E mesmo assim a média diária está muito próxima da de março”.
Assim, apesar de ainda operar com ociosidade próxima a 70%, a fábrica de Resende passa a produzir mais preparando estoques para uma retomada dos negócios com seus principais clientes. Sinal positivo de que essa tendência pode se confirmar no curto prazo foi a entrega de 100 caminhões VW Constellation 19.330 Titan Tractor para a transportadora Brasspress. Esse lote vai compor a ampliação da frota da Brasspress, em um claro sinal de que há uma melhora no setor de transportes. Segundo Cortes, a atividade econômica ainda traz um pouco de dificuldades: “Mas encomendas como essa e uma retomada nos pedidos de frete mostram que o cheiro do que vem pela frente é bom”.
Ele acredita que ainda é possível atingir no fim do ano um resultado positivo na venda de caminhões. Mas a retomada tem que vir forte nos próximos meses: “A partir de agora as vendas têm que crescer 20% por trimestre para chegar na projeção da Anfavea.”
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