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08/05/2017

Novos caminhos para gerar negócios

Por Aline Feltrin

- 08/05/2017

O baixo desempenho de vendas de implementos rodoviários tem feito com que as empresas fabricantes de carroceria sobre chassi e de semirreboques busquem novas alternativas para diminuir os efeitos da crise. Dados da Anfir, Associação Nacional das Fabricantes de Implementos Rodoviários, mostram queda de 26,82%, com 11 mil 445 unidades emplacadas no primeiro trimestre. A Pastre, de Quatro Barras, PR, decidiu iniciar a produção de semirreboques para transporte de toras.

Lauro Pastre, diretor industrial da empresa, disse que é um segmento que está em ascensão por causa do setor de papel e celulose, uma das atividades da economia que deverá puxar o crescimento de 10% nas vendas das fabricantes de implementos este ano, segundo projeções da Anfir. De janeiro a março houve um aumento de 26,85% dos emplacamentos de implementos para transporte de tora: 274 unidades.

Segundo Lauro Pastre para entrar neste segmento a empresa fez parceria com a Parator, companhia sueca especializada em produção deste tipo de implemento: “Pagamos royalties para utilizar a tecnologia e a engenharia referentes a cada carroceria produzida”.

Com isso a Pastre conquistou um novo cliente, que já encomendou 57 unidades deste tipo de carroceria: é a BBM Logística, de São José dos Pinhais, PR, que tem operações de transporte de toras no Brasil e na Argentina.

“Nossa expectativa é obter uma boa fatia desse mercado para compensar o que perdemos no segmento de semirreboques basculantes.”

O executivo projeta vendas de 180 unidades deste modelo de implemento até dezembro.

Outra decisão da Pastre para se fortalecer foi a abertura de novos mercados externos. Até 2015 a empresa embarcava implementos apenas para o Uruguai – exportava 25 unidades por ano. No ano passado, quando iniciou vendas na Bolívia e no Paraguai, o volume saltou para noventa unidades: “Este ano deveremos ficar no mesmo patamar de 2016”.

Para se manter competitiva nestes mercados, contou Pastre, a empresa tem enviado os implementos em CKD para os três países e com isso economiza até 50% de frete: “Nossos custos logísticos caíram, o que colabora para que tenhamos uma operação mais rentável e reflete nas negociações com os cliente”.

Para manter o equilíbrio em um mercado em queda a empresa também tomou algumas medidas internas para reduzir custos. A principal delas foi a desativação de fábrica que mantinha também em Quatro Barras. No local eram fabricados baús frigorificados, “e com isso obtivemos redução de 20% de custos”.

A Linshalm, especializada na produção de implementos para carga fechada com estrutura de alumínio, está percorrendo uma rota bastante parecida com a da Pastre. Segundo seu diretor superintendente, Unírio Nestor Dalpiaz, seus técnicos observaram, há pouco tempo, no nicho de carroceria carrega tudo, uma oportunidade de compensar a retração dos pedidos:

“Verificamos que temos condições de fabricar este tipo de produto em nossa linha de montagem, e já estamos oferecendo aos potenciais clientes. É um tipo de carroceria que está gerando demanda”.

Com sede em Timbó, SC, a empresa, que vem utilizando 50% da sua capacidade de produção nos últimos meses, viu o volume de produção cair de seiscentas unidades em 2014 para 350 em 2015 e trezentas no ano passado. Para se ajustar ao cenário de baixa demanda a Linshalm também diminuiu seu quadro de funcionários de 250 para 150. Assim como outras empresas do setor também passou a olhar mais para o mercado externo. Em 2016 iniciou vendas para Paraguai e Uruguai.

O objetivo, agora, é chegar ao mercado da Colômbia: “A abertura do mercado externo ocorreu principalmente graças ao convênio que a Anfir iniciou com a APEX no ano passado”.

Esse convênio da Anfir com a Apex, Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos, com o objetivo de incentivar suas exportações, acabou em fevereiro. A parceria possibilitou que as empresas associadas colocassem em prática estratégias de aproximação com clientes na América Latina.

De acordo com o presidente Alcides Braga estas ações contribuíram para o aumento de 18,9% no volume de exportações no ano passado. Os negócios movimentados por meio dessa parceria significaram US$ 35 milhões. Veja aqui.


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