Antonio Megale, presidente da Anfavea, disse que no encontro com o presidente Michel Temer, semana passada, os representantes das montadoras entregaram documento do que pode vir a ser a nova política industrial do setor. Segundo ele, a agenda da indústria é abrangente e aborda temas como apoio à cadeia de autopeças, a localização do desenvolvimento de tecnologias, a evolução das relações trabalhistas, eficiência energética, segurança, inspeção veicular, logística e tributação. Todos esses itens com metas de longo prazo e avaliação ao longo do percurso.
Megale ressaltou que a prioridade é a recuperação da base de fornecedores: “As autopeças sofreram muito com a queda do mercado e muitas não têm condições financeiras para suportar a recuperação”.
Uma das propostas que podem trazer competitividade aos fornecedores é o refinanciamento dos débitos das empresas: “O Refiz é importante para as companhias devedoras. Outra ideia é a garantia para empréstimos e isso pode ser feito com os contratos firmados com as montadoras”.
Ele também disse que está em estudo linhas de financiamento para empresas que tenham viés tecnológico: “São propostas viáveis para recuperar a capacidade dos fornecedores e aumentar a competitividade de toda a cadeia”.
Com relação à carga tributária, o dirigente reforçou que a indústria não levou ao Presidente da República qualquer proposta de redução de impostos, mas um pedido de simplificação tributária: “Isso também é uma forma de melhorar a competitividade. Esses ajustes são necessários para o País”.
Megale levantou um argumento importante para sensibilizar o governo: os departamentos responsáveis pelos cálculos de tributação dentro das empresas equivalem a quase a 80% do pessoal que trabalha no desenvolvimento de novos veículos. “Em algumas empresas o número de pessoas na diretoria tributária é dez vezes maior do que na engenharia. Algo que precisa ser feito.”
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