AutoData - Novo motor da Ford será importado da Índia e China
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15/05/2017

Novo motor da Ford será importado da Índia e China

Por Bruno de Oliveira

- 15/05/2017

O Brasil foi escolhido pela Ford como o primeiro mercado do mundo a receber seu novo motor 1.5 litros de três cilindros flex, que será importado da Índia e China e não tem data para ser produzido no País. A primeira remessa já está aqui e vai equipar um modelo nacional que é mantido em sigilo pela fabricante. O que se sabe, no entanto, é que para produzir o motor por aqui, a empresa terá de investir nas suas fábricas de motores, em Camaçari, BA, e Taubaté, SP.

Segundo Enio Gomes, diretor de motores responsável pela região da América do Sul, o motor que vai atender ao mercado brasileiro será produzido em um primeiro momento na China e, depois, na Índia: “É um motor que demanda, além de fatores de mercado para justificar sua produção no Brasil, investimentos em novas ferramentas, que não dispomos ainda”.

Das duas fábricas, a mais nova é a da Bahia, inaugurada em 2010 e que demandou investimento de R$ 400 milhões. Sua capacidade de produção é de 210 mil unidades por ano. Em dezembro de 2016, a empresa alcançou a marca de 200 mil unidades produzidas do motor 1.0l. Em Taubaté, onde são feitos os motores Rocam, Sigma e Zetec, o último aporte foi feito em 2011, quando foram aplicados R$ 500 milhões na expansão da capacidade da fábrica.

O novo motor da Ford é um projeto liderado pela equipe de desenvolvimento da Índia, mas contou também com equipes da Alemanha e do Brasil. O projeto segue a tendência downsizing – motor compacto, baixa cilindrada e potência aumentada por meio de turbo – que ela mesma trouxe ao Brasil em 2014, com o TiVCT 1.0 litros três cilindros que equipam os modelos Fiesta e Ka. Essa versão é fabricada em Camaçari, enquanto que o motor Sigma 1.5l, lançado no País há três anos, é fabricado em Taubaté. Onde o novo motor será produzido também é um segredo.

De acordo com Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford do Brasil, embora o novo motor tenha a mesma cilindrada do seu irmão Sigma, ele não chega ao Brasil para substituí-lo. O executivo diz que ele faz parte de uma estratégia global da empresa baseada na produção de motores mais econômicos tanto em custo operacional quanto em preço final do veículo: “Sem dúvida é uma versão mais barata que tem um nível de emissão baixo, e isso atenderá às exigências de vários mercados do mundo que priorizam esta característica, como é o caso do Brasil”.

Segundo a Ford, esse motor obteve nota A, a maior, em consumo no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, PBEV. Ele oferece, de acordo com a empresa, maior potência específica do mercado – 91,5 cv/litro – entre os modelos naturalmente aspirados. A fabricante informou ainda que ele é 10% mais leve, adotando bloco de alumínio.


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