Bastidores das vidas das grandes companhias sempre são notícia, e agora é a vez do Grupo Volkswagen, já cercado de encrencas e de investigações: o jornalista Sergio Piccione, escrevendo para o espanhol El Mundo, fez análise sobre o que está pretendendo o poderoso conglomerado alemão: “A correria pela presidência executiva do Grupo Volswagen começou depois de se saber que a maioria dos integrantes do seu Conselho Executivo estaria disposta a não terminar os seus contratos atuais”.
Mais: “Ainda não há razões para este acordo, e tudo parece indicar que seria uma forma de ficar a salvo das responsabilidades no escândalo Dieselgate”.
Se esses rumores se confirmarem as possibilidades de Rupert Stadler, atual presidente da Audi, ser o novo presidente do grupo poderiam vir abaixo. Stadler, executivo de perfil financeiro que passou pela Vaesa, a filial espanhola distribuidora da Audi, Volkswagen e Skoda, chegou à presidência da Audi como sucessor de Martin Winterkorn, o presidente do grupo que viu o Dieselgate estourar nas suas mãos.
Sua gestão tem sido impecável, ampliando a gama e as vendas para tornar a Audi a marca mais rentável do grupo. O problema é que nos últimos tempos algumas investigações, nos Estados Unidos e na Alemanha, atribuíram-lhe responsabilidade sobre publicidade enganosa a respeito dos modelos equipados com motores a diesel. Stadler renovou, no mês passado, seu contrato até o fim de 2022, o que não implica que tenha que permanecer em sua atual posição e nem que possa abandonar a companhia se este for o seu desejo.
Nesta situação voltou a despontar a figura de Herbert Diess, o atual presidente da Volkswagen. Diess chegou ao grupo vindo da BMW tendo passado, também, pela Robert Bosch, onde dedicou boa parte de seu tempo como diretor da fábrica de Treto, Espanha.
Na BMW ocupou posto no conselho de administração e, em sua última passagem, era responsável por pesquisa e desenvolvimento. Eram os tempos em que a presidência executiva era exercida por Norbert Reithofer, que logo a deixou. Surgiram vários nomes para substituí-lo e um deles foi o de Diess – mas elegeram Harald Krüger, e Diess decidiu aceitar a oferta da Volkswagen.
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