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19/06/2017

Meritor aposta na retomada

Por Ana Paula Machado

- 19/06/2017

O mercado de caminhões entra em rota de recuperação com a diminuição do ritmo de queda nos últimos cinco meses. Dados da Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, mostram que foram comercializados 17 mil 239 unidades no período, queda de 19,4% no comparativo com janeiro a maio de 2016. No quadrimestre o recuo foi de 24%. Essa pequena melhora no cenário puxou a produção de componentes para veículos pesados e, no caso da Meritor, fabricante de eixos, o mês passado foi o melhor dos últimos dois anos, com aumento em torno de 20% no comparativo com maio de 2016. Já no acumulado a elevação foi de 10%.

Adalberto Momi, diretor geral para a América do Sul, disse que o desempenho no período mostra uma retomada “tímida” e isso deve se intensificar nos próximos meses:

“A crise, que foi a pior para o setor porque se prolongou, foi um aprendizado para os executivos. Foi, na verdade uma prova de fogo. As empresas que sobreviveram sairão desse momento mais fortalecidas”.

Momi, que sucede a Silvio Barros na presidência, ressaltou que a retomada efetiva do mercado deverá acontecer no ano que vem: “A festa de incentivos dos últimos anos criou uma bolha, muitas empresas aumentaram suas frotas. Foi um mercado artificial. Estamos pagando a conta agora, com muito caminhão parado e pouca renovação. No entanto essa bolha já acabou, em alguns segmentos as transportadoras já iniciaram a renovação de frota”.

A sua expectativa é a de que o mercado de caminhões alcance até 90 mil unidades em 2019 ou 2020: “O patamar realista para o País, depois das vendas recordes dos últimos anos, é de 100 mil a 120 mil caminhões. É com esse mercado que estamos nos planejando”.

A Meritor opera com 60% de ociosidade nas fábricas no Brasil. Segundo Momi a utilização da capacidade instalada deve aumentar nos próximos meses: “Hoje temos 850 funcionários e com essa quantidade de pessoas conseguimos atender à alta na produção quando ela vier. Fizemos um acordo com o sindicato e conseguimos flexibilização na produção. Dependendo da demanda na produção conseguimos reduzir o número de dias trabalhados com uma folga sempre às sextas-feiras”.

Com a melhora do cenário no País a Meritor espera um crescimento de 10% em seu faturamento na América do Sul já este ano – e outros 15% em 2018. O executivo afirmou que a região representa até 8% da receita mundial do grupo, que este ano deve chegar a US$ 3,5 bilhões.

Reposição – A Meritor está mais agressiva no aftermarket e segundo Momi ainda este ano será apresentada, no Brasil, uma nova linha dedicada ao mercado de peças não originais. Hoje ela atua com a venda de componentes originais e tem portfólio de 4,2 mil itens: “A reposição, hoje, é mais competitiva do que o mercado para montadoras, e por isso devemos dobrar as vendas nos próximos três anos”.

O segmento de aftermarket representa, hoje, 5% de tudo que é produzido por aqui. No mundo esses negócios são cerca de 25% do seu faturamento:

“Estamos em linha com os planos da companhia para o mercado mundial. A expectativa é a de dobrar de tamanho também. E aquisições e fusões são consideradas para isso. Vivemos um processo de transformação global”.


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