Em meio à onda de desenvolvimento de veículos autônomos e fusões e aquisições sendo feitas em função disso, a Audi, uma das fabricantes que correm atrás do desenvolvimento do seu modelo sem motorista, chama a atenção do setor para um debate que vai além da tecnologia: questões éticas e legais que envolvem a condução autônoma, informou comunicado distribuído na quarta-feira, 7.
Durante congresso da ONU, Organização das Nações Unidas, sobre o uso da inteligência artificial, Rupert Stadler, presidente da Audi, disse que a condução autônoma apresenta uma oportunidade para melhorar significativamente a vida, e fez uma advertência sobre as expectativas em torno do tema.
Em outras palavras ele questionou como deve se comportar um veículo autônomo diante de uma situação inevitável de perigo:
“Em situações em que um acidente é inevitável esperamos uma decisão do carro autônomo. Mas uma situação de dilema não pode ser resolvida nem pelo homem nem por uma máquina. Portanto, ao lado de questões legais, as questões éticas sobre o uso da nova tecnologia também precisam ser discutidas”.
Nos últimos dois anos a Audi construiu rede interdisciplinar beyond, formada por especialistas em inteligência artificial reconhecidos internacionalmente nos campos de ciência e dos negócios. A iniciativa estuda os efeitos sociais da inteligência artificial aplicada ao automóvel e ao mundo do trabalho. Filósofos, psicólogos, juristas, cientistas da computação e empreendedores de start-ups participaram dos primeiros eventos.
O segundo ponto da iniciativa da Audi está focado no futuro do trabalho nesse novo contexto. Sobre isso o executivo disse que a indústria precisa compreender como a inteligência artificial está mudando os mecanismos básicos do mercado de trabalho e também com projetos nas empresas: “Nosso objetivo é uma colaboração perfeita dos humanos com as máquinas. A ideia de montagem modular sem uma linha de produção é um exemplo de como poderia se dar essa interação em uma fábrica inteligente”.
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