O setor de autopeças exportou US$ 626,3 milhões em maio, apresentando crescimento de 8,4% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando as vendas ao exterior atingiram US$ 578,0 milhões. Os dados foram divulgados pelo Sindipeças, Sindicato Nacional dos Fabricantes de Autopeças. Segundo a entidade, indubitavelmente, o esforço para a conquista de novos mercados, a perspectiva de moderado crescimento das economias da América Latina em 2017, 1,1%, segundo projeção do FMI, vis à vis a recessão doméstica e o nível da taxa de câmbio, malgrado a valorização recente, são fatores que ajudam a compreender o desempenho das exportações.
No acumulado até maio, as exportações superaram em US$ 90 milhões as vendas embarcadas durante igual período de 2016, totalizando US$ 2 bilhões 760 milhões. As importações totalizaram US$ 1 bilhão em maio, avançando 2,4% a maio de 2016. “Embora o crescimento interanual das importações tenha sido menor, comparativamente aos meses anteriores, elas seguem avançando muito à frente das exportações.” A variação acumulada até maio foi de 11,4% para os componentes, partes e peças importados e de apenas 3,4% para os embarques realizados.
Diante disso, prossegue deficitária a balança comercial do setor. Em maio, o saldo ficou negativo em US$ 412 milhões, superando em US$ 77 milhões, aproximadamente, o resultado de abril. Segundo o Sindipeças, há, todavia, um fato novo: “Pela primeira vez no ano, o déficit mensal foi inferior ao verificado em igual período do ano anterior. Na comparação de maio contra maio de 2016 o saldo foi 5,5% menor”.
Argentina, Estados Unidos, México e Alemanha seguem como principais destinos exportações das fabricantes nacionais, enquanto China e Coréia do Sul são os maiores países onde as empresas importam as autopeças.
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