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10/07/2017

Mais Proconve em 2022

Por Mônica Cardoso

- 10/07/2017

As próximas fases do Proconve, Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores, entrarão em vigor em 2022. O programa, que busca reduzir as emissões de poluentes, é realizado em etapas progressivas. Para os caminhões a nova fase será o P8, equivalente ao Euro 6. Já para os veículos leves será o L6, similar ao Euro 6A.

As mudanças realizadas no Proconve serão determinadas a cada cinco anos: 2022, 2027, 2032 e assim por diante, de acordo com Francisco Baccaro Nigro, assessor técnico da Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo:

“A indústria automobilística nacional tem dificuldades para incluir seus veículos na legislação prescrita pelo Proconve. No Brasil todos os tipos de veículos devem seguir a mesma meta, enquanto que a Europa adota metas específicas para cada tipo de automóvel como, por exemplo, para comerciais leves e utilitários. O mesmo vale para os caminhões, que apresentam inúmeras diferenças com relação ao tamanho e à carga”

Ele participou do primeiro Automotive Techday, evento promovido pelo IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas, em conjunto com a IAV do Brasil, empresa de engenharia com interesses na indústria automotiva.

Para cumprir a meta Nigro acredita que o setor automotivo deve investir na produção de veículos que utilizem o álcool como combustível, como os veículos bicombustíveis ou flex fuel: “No mundo todo o custo do carro elétrico é muito alto por causa da bateria. No Brasil não vale a pena importar veículos de alto custo para um mercado consumidor pequeno. Acredito que o preço dos elétricos cairá apenas no futuro. Por enquanto, operacionalmente, eles só são viáveis nos serviços de compartilhamento de carros, o chamado car sharing”.

Pesquisa – De olho nas novas fases do Proconve o laboratório do IPT foi reativado após oito anos. O investimento de R$ 10 milhões contou com recursos da Petrobras, da IAV e do governo do Estado de São Paulo. Uma das pesquisas em andamento é a análise do conteúdo de enxofre no diesel, motivada pelo alto teor de elemento químico no combustível brasileiro e as mudanças que serão provocadas com a implementação do P8 para os caminhões.

Para tanto o IPT firmou parceria com a empresa de engenharia de origem alemã IAV, Ingenieurgesellschaft Auto und Verkehr, em janeiro deste ano. Cinco empresas ligadas ao setor automotivo detêm o capital da IAV: Continental, Freudenberg, Sabic, Schaeffler e Volkswagen.

A parceria possibilita o intercâmbio de experiências e profissionais em vários projetos, de acordo com Fernando Landgraf, diretor presidente do IPT: “O acordo só foi possível graças à lei de inovação, que mudou a legislação nas parcerias com as empresas. É uma nova fase para o IPT”.


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