O plano da General Motors de ampliar a unidade de Gravataí, RS, para produzir um novo veículo terá detalhes revelados nos próximos dias. Segundo o jornal Zero Hora, a empresa e o governo gaúcho deverão anunciar oficialmente o projeto de um SUV compacto que pode chegar ao mercado em 2020. Para produzir o veículo, só a GM investirá cerca de R$ 1,5 bilhão, segundo o jornal. Procurada, a General Motors informou que não comenta o assunto. Já o sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí confirmou que a fabricante fará aportes na unidade para um novo produto que, inclusive, retomará o terceiro turno produtivo por lá.
A ampliação de Gravataí faz parte do planejamento de longo prazo da GM para o Brasil. Em agosto de 2014, a montadora anunciou a intenção de investir R$ 6,5 bilhões para produzir seis novos modelos. Tanto de veículos já fabricados em outras unidades da empresa no mundo quanto de novidades. Além do mercado interno, os automóveis seriam destinados a outros países emergentes.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Valcir Ascari, disse que a grande automação da linha dificulta o cálculo de quantos postos de trabalho serão criados com a produção do novo veículo. Hoje, estima o dirigente, apenas a GM tem cerca de 2,8 mil empregados. Contando com as empresas sistemistas que abastecem a fábrica de Gravataí, o número sobe para cinco mil. A expectativa, disse Ascari, é que o novo modelo permita contratações para o retorno do terceiro turno na unidade.
A negociação entre a fabricante e o governo gaúcho também passa por incentivos fiscais. Na semana passada, a Assembleia do estado aprovou projeto de lei que altera o Fundopem, programa de incentivo à indústria regional, e cria o Programa de Harmonização do Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Sul, o Integrar-RS. O mecanismo, segundo a secretaria de desenvolvimento do estado, não tem como objetivo beneficiar apenas uma empresa – no caso, a GM, – mas toda a cadeia de autopeças da região.
A unidade de Gravataí foi inaugurada em julho de 2000, após investimento de US$ 600 milhões para produzir o modelo popular Celta. A capacidade original era de 120 mil veículos por ano. Em 2004, a empresa anuncia a primeira ampliação ao custo de US$ 240 milhões para produção do sedã Prisma, lançado em 2006. A segunda expansão ocorreu em 2010 e demandou investimento de R$ 1,4 bilhão. A capacidade de produção foi elevada de 230 mil para 380 mil veículos por ano. O projeto era para a produção do Onix, que chegou ao mercado em 2012 e hoje é líder de mercado.
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