A Prefeitura de São Paulo entregou à Câmara Municipal a nova versão do plano de metas para a cidade até 2020, o qual estipula, no âmbito da mobilidade urbana, a adição de quatro mil novos ônibus à frota do transporte público local e a construção de 72 quilômetros de corredores. A notícia serve de alento a um segmento da indústria automobilística que registrou desempenho negativo nos emplacamentos no primeiro semestre e vem buscando fôlego nas exportações.
O atual serviço de transporte foi contratado em 2003, na gestão da então prefeita Marta Suplicy, e venceu em 2013. Desde então, vem sendo renovado e, agora, a prefeitura deverá tirar do papel um processo licitatório para cumprir com os objetivos estabelecidos no documento. Atualmente, segundo dados da SPTrans, a frota da cidade de São Paulo é composta por 14 mil 607 ônibus. Com a saída de modelos com mais de cinco anos de uso, como diz o texto entregue à Câmara, e a chegada das novas unidades, deverão circular pela cidade por volta de 18 mil ônibus.
Para a Mercedes-Benz, fabricante que detém a maior fatia do mercado nacional de ônibus urbano e principal fornecedora da Prefeitura na última licitação realizada, a possibilidade de negócio envolvendo quatro mil ônibus é importante para dar impulso a um mercado em queda desde 2013. A empresa informou que “o cenário atual do segmento de comerciais leves demanda negócios de renovação de frota, e que a licitação é de suma importância para a metrópole”. Atualmente, 900 ônibus articulados que circulam pela cidade levam o chassi da fabricante.
No primeiro semestre foram licenciados 2 mil 268 ônibus da Mercedes-Benz no Brasil, 27% menos com relação ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, a fabricante segue líder no mercado de ônibus do País.
A Scania, por sua vez, enxerga incertezas no mercado de ônibus urbano até o final de 2017 por causa dos mandatos municipais que se iniciaram neste ano no País. A empresa acredita que não haverá renovação das frotas ou, se houver, incidirá em uma parte menor delas. Sobre o plano para a mobilidade de São Paulo até 2020, a companhia disse que será concorrente na próxima licitação de ônibus da capital, e que “trata-se de uma das maiores licitações de linhas urbanas do mundo”.
A Scania ocupou a quinta posição no mercado brasileiro de ônibus no primeiro semestre, com 249 ônibus licenciados. No entanto, foi a única fabricante que registrou desempenho positivo no período: 84,4% em relação a janeiro – junho do ano passado.
No primeiro semestre a produção de ônibus no Brasil cresceu 7,9%, na comparação com os primeiros seis meses do ano passado, muito em função das exportações – no semestre totalizaram 2 mil 619 unidades, alta de 7,6% com relação ao primeiro semestre de 2016. De acordo com dados da Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, entre janeiro e junho deste ano foram produzidos 9 mil 973 chassis de ônibus, ante 9 mil 239 em igual período de 2016.
Um recorte apenas do segmento urbano indica alta de 10% no semestre. Foram produzidos entre janeiro e junho, 7 mil 269 unidades de chassis urbano e, em igual período de 2016, 6 mil 611
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