As exportações estão sendo a boa surpresa do ano no mercado automotivo brasileiro. Em junho chegaram a 66 mil 59 unidades, crescimento de 40,9% no comparativo com a mesma base do ano passado. Foi o melhor mês de junho desde 2005, quando a exportação bateu recorde de 70 mil unidades. Os dados foram divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 7.
As exportações já correspondem a um terço da produção, de acordo com Antônio Megale, presidente da Anfavea: “Estamos próximo ao recorde histórico de 2005. Se tivermos um cenário de estabilidade no Brasil, principalmente na área política, poderemos crescer ainda mais este ano”.
De acordo com os dados da entidade os segmentos de automóveis e comerciais leves lideraram as exportações em junho, com 62 mil 225 unidades, seguidos por caminhões, com 2 mil 784, e ônibus, com 1 mil 50.
Em valor no mês passado as exportações atingiram US$ 1 bilhão 366 milhões, crescimento de 54,4% na comparação com junho do ano passado, que teve receita de US$ 884 milhões.

Melhor da história – No acumulado do ano as exportações chegaram a 372 mil 563 unidades de veículos, aumento de 57,2% ante as 236 mil 941 no mesmo período do ano passado. É o melhor desempenho para o período, segundo Megale: “Esse volume aponta para os primeiros sinais positivos de crescimento”.
De janeiro a junho de 2017 a exportação de veículos leves chegou a 354 mil 828, alta de 58,6% com relação ao mesmo período do ano passado, 223 mil 723. Foram embarcados 13 mil 631 caminhões, o que representou aumento de 45,4% com relação aos 9 mil 376 do ano anterior.
Em valor as exportações acumuladas atingiram US$ 7,4 bilhões, aumento de 53% com relação a idêntico período do ano passado, quando alcançaram US$ 4,8 bilhões. Este foi o terceiro melhor primeiro semestre da série histórica, atrás apenas de 2011 e 2013.
PAÍSES – As exportações continuam concentradas na América Latina. A Argentina é o principal destino, seguida por México, Chile e Uruguai. O mercado argentino está em crescimento, com expectativa de fechar o ano com 900 mil veículos vendidos. Segundo Megale o acordo bilateral com a Colômbia pode incrementar ainda mais esse volume:
“Estamos aguardando o aval do governo colombiano para o fechamento do acordo comercial. Se uma parte dos produtos exportados contar com isenção de impostos poderemos aumentar ainda mais as exportações para a Colômbia”.
Megale contou que venda expressiva de caminhões para a Rússia ocorreu no primeiro semestre. Já o volume de exportações para o Oriente Médio é numericamente baixo mas proporcionalmente registraram aumento significativo.
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