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07/08/2017

Mercedes-Benz revê projeções para 2017

Por Bruno de Oliveira

- 07/08/2017

O mercado de caminhões fechou o primeiro semestre com desempenho de vendas 16% menor do que o de mesmo período no ano passado, com 21 mil 457 unidades, e este cenário, construído em meio a incertezas promovidas pela política e pela economia, fez a Mercedes-Benz reduzir de 10% para 3%, na melhor das hipóteses, sua projeção de crescimento de mercado para 2017. A esperança da companhia são os negócios gerados na Fenatran, que ocorre em outubro, demandas pontuais no agronegócio e na área de bebidas.

Em janeiro Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas da companhia, anteviu o crescimento com base nas medidas anunciadas pelo governo, como as reformas tributária e trabalhista e as novas regras do Finame, principal linha de crédito do BNDES para o setor. As expectativas, no entanto, foram diminuindo na mesma proporção em que caíam os licenciamentos no semestre: “Não estou mais tão otimista, pois matematicamente ficará muito difícil de acontecer. Existe uma recuperação com relação ao ano passado, mas ainda estamos com um desempenho menor”.

Em janeiro, de acordo com dados da Anfavea, foram 2 mil 947 os caminhões emplacados no País. Em fevereiro, com menos dias úteis, foram 2 mil 614. Em março houve uma reação, 4 mil 104 unidades emplacadas, seguida de nova queda em abril, 3 mil 469, e de novo aumento no volume em maio, 4 mil 105, e junho, 4 mil 218. Para Leoncini o ritmo mensal para o ano tende a se manter até 4,5 mil unidades por mês até dezembro, num patamar que, segundo ele, foi verificado ao longo do ano passado.

O executivo disse que este ano haverá um fenômeno atípico nas vendas para clientes que atuam no agronegócio. Historicamente essas empresas compram caminhões em novembro e dezembro, com os emplacamentos feitos em janeiro, para que operem na colheita. Este ano a companhia percebeu que os principais clientes do segmento anteciparão suas compras porque se encerram os ciclos de suas frotas atuais:

“Novos caminhões entrarão no segundo semestre. No agronegócio, apesar do preço da soja e do milho, ainda há movimento de compra de equipamentos dentro da cadeia, mesmo com o que houve no segmento de carne. Há demanda. Eles vêm sentindo o volume do mercado e já estão pensando em movimentos de renovação de frota. Em alguns segmentos, nós sabemos, haverá uma reação. Como o de bebidas, em que há pouco tempo algumas empresas fizeram concorrência para o transporte. Pode ser que isso estimule a compra de caminhões”.


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