Fabricantes já usam 70,9% da capacidade

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10/08/2017

A indústria de máquinas e equipamentos está recuperando sua capacidade instalada. Em junho o NUCI, Nível de Utilização da Capacidade Instalada, chegou a 70,9%, alta de quase 2 pontos porcentuais no comparativo com maio. Se comparado ao mês de junho de 2016 a alta foi maior – 4,5 pontos porcentuais, quando atingiu 66,4%. Os dados fazem parte do levantamento da Abimaq.

O crescimento do NUCI foi impulsionado por dois grupos setoriais que apresentaram desempenho positivo no ano, de acordo com Maria Cristina Zanella, gerente de economia e estatística da Abimaq:

“O setor de máquinas para agricultura cresceu quase 12% no primeiro semestre em função da supersafra. Já o setor de máquinas para a indústria de transformação cresceu 8% por causa da reposição de componentes, manutenção e substituição de equipamentos sem condições de uso. Mas ainda não há sinais de investimentos para a ampliação ou a modernização do parque industrial”.

No acumulado do primeiro semestre as exportações alcançaram R$ 4 bilhões 80 milhões, alta de 2,3% se comparadas às do mesmo período do ano passado. Só em junho elas atingiram R$ 752,7 milhões, o que representou aumento de 6,8% com relação ao mês anterior.

Quatro dos sete setores fabricantes de bens de capital registraram aumento das vendas para o mercado externo, com destaque para máquinas para logística e construção civil, com alta de 24%, e máquinas para agricultura, com acréscimo de 43%.

As exportações para a América Latina cresceram 17,9% na comparação com o primeiro semestre de 2016, passando de R$ 1 bilhão 540 milhão para R$ 1 bilhão 820 milhões. Só para o Mercosul as exportações cresceram 28,5%, passando de R$ 669 milhões para R$ 861 milhões. Para os Estados Unidos, segundo maior mercado, as exportações aumentaram 11,6%, de R$ 669 milhões para R$ 747 milhões.

Já as importações somaram R$ 6 bilhões 50 milhões no semestre, o que representa recuo de 27,9% na comparação com o primeiro semestre do ano anterior. Com relação a junho de 2016 a queda foi ainda maior, 56,7%, mas se comparado a maio houve alta de 9,8%.

Mesmo com a alta nas exportações e queda nas importações a balança permanece negativa em R$ 1 bilhão 97 milhões, tendência que deve permanecer no ano:

“Apesar de o real ter se valorizado em quase 14% no primeiro semestre quando comparado com o mesmo período de 2016, as empresas exportadoras ainda mantêm suas vendas com margens reduzidas, o que deve ser reproduzir ao longo do ano. Com relação às importações, ainda que o câmbio se mantenha favorável, os altos índices de ociosidade da indústria de transformação, combinados com as incertezas crescentes do cenário político, têm inviabilizado qualquer decisão de investimentos”.

 

Crédito da Foto: Divulgação