AutoData - Tropicalizar é o futuro da engenharia
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23/08/2017

Tropicalizar é o futuro da engenharia

Por Mônica Cardoso

- 23/08/2017

Valorizar a nossa realidade como uma alavanca para desenvolver a tecnologia na indústria automotiva brasileira. Este é o caminho de acordo com Camilo Adas, membro do board da SAE Brasil, Sociedade de Engenharia Automotiva, durante o Seminário AutoData Os Novos Desafios da Indústria Automotiva Brasileira:

“A engenharia automotiva brasileira desenvolveu o álcool como combustível por causa do alto preço do barril do petróleo na década de 1970. O etanol e o biodiesel são invenções genuinamente brasileiras de que podemos nos orgulhar”.

A cada ano, o País vive uma nova supersafra, o que estimula o desenvolvimento de soluções em veículos e máquinas agrícolas, como o caminhão VM desenvolvido pelo centro de desenvolvimento e pesquisa da Volvo em Curitiba, PR: “Tropicalizar é fazer tecnologia integrada com a nossa realidade desde os primeiros traços do projeto. Qual multinacional não iria querer investir?”.

Para tanto, é preciso investir na formação dos engenheiros. Segundo Adas, o futuro dos cursos de engenharia não será com currículo segmentado, mas fruto da interação com diversas áreas como elétrica, mecânica e mecatrônica – como algumas universidades no exterior já fazem: “Ficamos surpresos de ver veiculo europeu autônomo, mas a Universidade Federal de São Paulo na cidade de São Carlos já desenvolve seus próprios modelos”.

Por causa da crise no setor automotivo brasileiro dos últimos anos, algumas montadoras extinguiram seus centros de pesquisa e desenvolvimento. Para Adas, estes ciclos de alta e baixa são próprios do mercado. Nesse caso, as empresas poderiam enviar seus profissionais para um intercâmbio em suas filiais no exterior para troca de conhecimento.


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