Cummins já tem motor elétrico para veículos comerciais

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05/09/2017

A tradicional fabricante de motores Cummins deu o primeiro sinal de que pretende estender sua gama de motores para o espectro da eletrificação. A empresa, que atualmente produz motores movidos a diesel e a gás, apresentou em agosto o caminhão Aeos, veículo conceito equipado com o primeiro powertrain elétrico de sua história quase centenária.

 

O veículo, um cavalo mecânico 4x2 rodoviário com capacidade de carga de 20 toneladas, foi apresentado em agosto em Columbus, Indiana, e tem autonomia para percorrer 160 quilômetros utilizando o motor elétrico, que tem 350 Kw, o equivalente a 476 cv. Para efetuar uma recarga completa da bateria é necessária 1 hora na tomada, mas a fabricante trabalha para diminuir esse tempo em 80% até 2020, quando os primeiros caminhões com o powertrain elétrico começarão a ser vendidos, segundo a Cummins.

 

As aplicações para as quais se destina o protótipo movido a eletricidade são atividades em centros urbanos com restrições de emissões e transporte para cidades próximas. Também é possível aumentar a autonomia para 480 quilômetros, com um pacote adicional de baterias que compromete parte do espaço para carga.

 

Há opção de equipar o veículo com motor diesel B6.7, usado para alimentar as baterias do caminhão. Nesta configuração a autonomia se torna maior e pode chegar a 1 mil quilômetros. Ele também usa tecnologias de recuperação de energia nas frenagens e vem equipado com painéis no teto para captar energia solar.

 

Diesel – Ainda que os seus movimentos indiquem para o uso da eletricidade nos motores a Cummins segue desenvolvendo equipamentos diesel que tenham volume reduzido de emissões. Exemplo disso é o X12, motor lançado recentemente, sendo o menor 12 litros do mercado, de acordo com a Cummins.

 

Outro avanço tecnológico é a nova geração do X15, que é o maior motor da Cummins, que ainda está no regime de testes e que chegará ao mercado em 2022. A empresa aposta também nos motores movidos a gás natural comprimido, que emitem 90% menos NOx.

 

Foto: Divulgação