Automóveis: a arquitetura dos grandes impérios.

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Faz anos que as Três Grandes de Detroit – Chrysler, Ford e General Motors – deixaram de ser tão grandes no panorama mundial de veículos. Players inesperados adentraram no jogo e alteraram as grandezas então aceitas. Hoje, como recorda série publicada nos últimos dias de 2017 pelo Flash de Motor, de Caracas, Venezuela, o Grupo Toyota, do Japão, é o líder mundial de produção e de venda de veículos.

 

Além da própria Toyota o grupo é composto pelas divisão Daihatsu e pela premium Lexus. As outras divisões, Hino e Scion, foram, digamos, desconectadas.

 

O segundo lugar é do Grupo Volkswagen, da Alemanha, guarda-chuva que abriga as marcas Audi, Bentley, Bugatti, Lamborghini, Porsche, Seat, Skoda e Volkswagen.

 

Ainda é cedo para saber qual o ranking definitivo de 2017 mas uma de suas surpresas certamente será a posição da Aliança Renault Nissan, da França e do Japão, idealizada por Carlos Ghosn, que integra oito marcas: as próprias Renault e Nissan mais Mitsubishi, Samsung Auto, Alpine, Datsun, Lada e Dacia. Infiniti.

 

Quem sabe virá, a seguir, a outrora toda poderosa General Motors – hoje Company e não mais Corporation – , dos Estados Unidos, que reúne as marcas Buick, Cadillac, Chevrolet, GMC e, na China, Bajoun e Wuling. Mantém fortes laços com Suzuki, que até agora não se integrou ao grupo.

 

Outra antiga gigante, a Ford, dos Estados Unidos, opera com as divisões Ford, Lincoln e Troller.

 

Nessas cercanias estará o Grupo Hyundai, da Coréia do Sul, que inclui 55% do controle acionário da Kia. Pouco representativo até há cinco, seis anos, o grupo ganhou destaque mundial e criou recentemente sua divisão premium, a Genesis.

 

A Honda, do Japão, que mantém uma divisão de luxo, a Acura, é outra companhia que não pode ser esquecida.

 

Na Alemanha fortalece-se, sempre, o Grupo Daimler Benz, titular de alianças externas bem sucedidas – com a Renault Nissan, por exemplo. Mantém a AMG na área de grande rendimento, sua marca geral Mercedes-Benz e a Smart.

 

Da mesma forma como Carlos Ghosn Sergio Marcchione consolidou aliança – de europeus de nome Fiat com estadunidenses de nome Chrysler na FCA, Fiat Chrysler Automobiles, o Grupo FCA, que mantém as marcas Abarth, Alfa Romeo, Chrysler, Dodge, Fiat, Jeep, Lancia e Maserati.

 

Prestígio e não altos resultados de receita e de produção ainda são segredo do Grupo BMW, da Alemanha, que se esforça muito por manter sua independência. Produz veículos de alta qualidade e de grande conteúdo tecnológico: BMW, Mini e Rolls Royce.

 

E há lugar ao sol para o Grupo PSA, da França, particularmente depois de ter adquirido da General Motors marcas e ativos Opel, da Alemanha, e Vauxhall, da Inglaterra – que se somam a Citroën, a Peugeot e a DS.

 

Nesse pequeno mapa da arquitetura atual da indústria do automóvel há espaço, ainda, para os grandes esforços desenvolvidos principalmente na Índia pela Tata, que reúne as marcas Tata, Land Rover, Rover e Jaguar, que traz consigo a Triumph.

 

Na China o destaque é a Geely, que cresce sem parar e que também administra a Volvo.

 

Ferrari e McLaren Automotive seguem independentes, assim como Aston Martin e Subaru não querem integrar lista que tem Hummer e Saab.

 

A título de curiosidade: há, ainda, a Nevs, da China, e a Tesla, dos Estados Unidos.

 

Foto: Divulgação.