Volvo reabre segundo turno por exportações

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O volume crescente de exportações, registrado ano passado, motivou a Volvo a reabrir o segundo turno na fábrica de Curitiba, PR, que operava com apenas um desde o segundo semestre de 2015. Para atender à demanda da região da América Latina, e também a interna, a empresa anunciou na quarta-feira, 21, a contratação de 250 funcionários temporários, já alocados na produção desde início do mês.

 

Segundo Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina, a empresa recupera agora parte do quadro de funcionários que teve de ser reduzido por causa da crise nas vendas: “A queda do mercado nos levou a diminuir em 20% o número de funcionários desde 2015. Estas contratações representam um aumento de quadro de 8%”.

 

Incorporadas as novas vagas o número de funcionários em Curitiba é de 3,4 mil.

 

A empresa calcula que o mercado de caminhões pesados crescerá 30% este ano, e por isso desenhou um cenário favorável à reabertura do segundo turno. A expectativa está acima da traçada pela Anfavea para o segmento em 2018, coisa de 24%: “Os indicadores da economia mostram que haverá maior demanda interna por caminhões. No Exterior temos aumentado nossa participação nos principais mercados”.

 

Na Argentina a empresa detém participação de 10% do mercado, no Peru de 26% e de 13% no Chile: “São economias que adotaram agenda positiva nos últimos anos, com regras favoráveis aos novos negócios. No Chile, particularmente, existe um mercado de extração de cobre crescente, um segmento que produz reflexos nas vendas de caminhões”.

 

No ano passado a companhia obteve crescimento de 27,6% na comparação com o volume exportado em 2016, com 4 mil 637 unidades enviadas para Argentina, Chile e Peru, volume próximo às vendas internas de 2017, quando foram emplacadas, aqui, 5 mil 953 unidades. O mercado argentino foi o principal destino dos caminhões Volvo, 1 mil 825, e 1 mil 450 para o Peru e 1 mil 12 para o Chile.

 

No segmento de ônibus a empresa não forneceu todos os dados, mas afirmou que houve crescimento, no ano passado, com relação a 2016 em termos de volume. A empresa entregou 1 mil 55 chassis em 2017, sendo que destes 791 foram exportados. A produção de ônibus está cada vez mais voltada ao mercado externo: em 2017 75% dos veículos que saíram das linhas de Curitiba foram destinados à exportação. Desde 2015 mais da metade da produção segue para mercados vizinhos.

 

Aporte – O presidente da companhia disse, também, que o pacote de R$ 1 bilhão em investimentos, anunciado no ano passado e que que será aplicado na região até 2019, segue mantido. Até agora, afirmou, um terço do total foi usado para ampliar a rede de concessionários no Chile e na atualização de tecnologia da linha de Curitiba. Os dois terços restantes serão usados em processos de pesquisa e desenvolvimento.

 

Foto: Divulgação.