Marcopolo amplia sua participação no mercado de ônibus

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A Marcopolo, de Caxias do Sul, RS, aumentou em quase 7 pontos, de 41,3% em 2016 para 48,1% no ano passado, a sua participação no mercado brasileiro de encarroçamento de ônibus. O volume produzido cresceu 17,3%, e o nacional 2,2%. Este foi um dos fatores determinantes para o desempenho positivo da empresa no exercício passado. Os números foram divulgados na quinta-feira, 22, por meio de comunicado à Bolsa de Valores e da publicação do balanço em jornais.

 

Na sexta-feira, 23, a diretoria realizará teleconferência com agentes do mercado para análise mais pormenorizada dos resultados e para estabelecer projeções para este ano.

 

A receita líquida consolidada somou R$ 2 bilhões 876 milhões, incremento de 11,7% sobre 2016. O resultado é reflexo, principalmente, da receita do mercado interno, que avançou 37,8%, totalizando valor próximo a R$ 1,1 bilhão. Destaque para as vendas dos modelos rodoviários, que praticamente dobraram. O mercado local respondeu por quase 38% da receita líquida, 7 pontos de crescimento sobre o consolidado em 2016.

 

As exportações a partir do Brasil, somadas aos negócios das plantas localizadas no Exterior, atingiram receita de R$ 1 bilhão 789 milhões, queda de 5,5% sobre o registrado em 2016. Com isso houve queda de participação no total da receita da Marcopolo, de 69% para 62%. A receita de exportação teve avanço de 5,2%, para R$ 999,5 milhões. Já o resultado das operações localizadas no Exterior recuou 5,5%, para R$ 790 milhões.

 

A receita teve origem no registro de 10 mil 591 unidades, crescimento de 15% sobre o ano anterior. Destas, 5 mil 587 foram entregues no Brasil, alta de 26% e participação de 53% no total. Foram exportadas 2 mil 975 carrocerias, incremento de 13% e participação de 28% no volume. Nas plantas do Exterior foram registradas 2 mil 29 unidades, decréscimo de 0,3% e representatividade de 19%.

 

Lucro - A companhia encerrou o ano com lucro líquido de R$ 82,1 milhões, com margem de 2,9%. Na comparação com o exercício anterior houve recuo de 63% e perda de 5,7 pontos na margem.

 

O resultado, de acordo com o balanço, foi afetado por outras despesas operacionais, que somaram R$ 80,4 milhões, dos quais R$ 48,3 milhões não recorrentes. Dentre eles R$ 14,1 milhões ligados à reestruturação interna da companhia realizada no primeiro trimestre do ano, outros R$ 17,7 milhões ao impacto dos custos fixos e extraordinários decorrentes do incêndio que atingiu a fábrica de plásticos em setembro, e R$ 16,5 milhões a desvio de recursos financeiros identificados pela Marcopolo China.

 

Do remanescente, R$ 32,1 milhões, metade está provisionada para indenizações de reclamações trabalhistas. O restante se divide em outras despesas, como provisões para perdas com estoques obsoletos e tributárias.

 

Em 2017 a Marcopolo investiu R$ 54,3 milhões, dos quais R$ 31,1 milhões na controladora. Nas controladas foram investidos R$ 8,7 milhões na Neobus, R$ 7 milhões na Volare Espírito Santo, R$ 2,7 milhões na Polomex, no México, R$ 2,5 milhões na Volgren, na Austrália, R$ 900 mil na Marcopolo Rio de Janeiro e R$ 1,4 milhão nas demais unidades.

 

A companhia encerrou o ano com total de 12 mil 360 funcionários, recuo de 3,5% sobre 2016. No Brasil são 8 mil 312 vagas, praticamente o mesmo patamar do ano anterior. No Exterior, somando controladas e coligadas -- nestas o número é proporcional à participação societária -- são 4 mil 48 vagas de trabalho, recuo de 11%. O número geral, que representa a participação total nas controladas e coligadas, é 15 mil 59 funcionários, decréscimo de 4,5% com relação a 2016.

 

Cenário positivo - A diretoria tem expectativas ainda mais positivas para 2018. A carteira de pedidos atual é, segundo o relatório da empresa, mais robusta na comparação com o mesmo período do ano anterior:

 

“O volume de negócios em andamento é superior ao verificado nos últimos anos e há boas perspectivas para licitações, especialmente no âmbito do programa Caminho da Escola, e exportações”.

 

Foto: Divulgação.