Locadoras faturaram R$ 15,5 bilhões em 2017

Imagem ilustrativa da notícia: Locadoras faturaram R$ 15,5 bilhões em 2017
CompartilheLocação
14/03/2018

Vender veículos para locadoras, e as exportações, foram as duas portas de saída das empresas fabricantes para escoar sua produção durante a crise. No caso das empresas de locação seu faturamento chegou a R$ 15,5 bilhões no ano passado, alta de 12,3% com relação ao resultado do ano anterior, de acordo com os dados divulgados pela ABLA, Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis.

 

As empresas locadoras compraram 359 mil 702 unidades em 2017, expansão de 10,95% na comparação com 2016. As aquisições feitas pelas locadoras representaram 16,56% de todos os carros e comerciais leves vendidos no Brasil no ano passado.

 

Segundo Paulo Miguel Júnior, presidente da ABLA, o volume de veículos adquirido pelas locadoras só não foi maior no ano passado por causa do prazo para entrega de alguns modelos, que chegaram a até 120 dias no caso de algumas fabricantes, como General Motors e Volkswagen: “Esperamos que com a retomada do mercado a produção seja maior para todos os modelos para que não aconteça essa situação ao longo de 2018”.

 

A frota total de automóveis e comerciais leves das locadoras chegou a 709 mil 3 unidades, evolução de 12% com relação ao ano anterior, com a ideia média dos veículos caindo de 20,2 meses para dezoito. A terceirização de frotas continua sendo a responsável por 58% do mercado, a locação para turismo corresponde a 23% e a locação para negócios a 19%.

 

O número de pontos de locação chegou a 11 mil 482, crescimento de 2,5% na comparação com o ano passado. O volume de consumidores aumentou 17,2% com relação ao ano anterior, atingindo 27,2 milhões de pessoas.

 

Projeções para 2018 - A ABLA espera que o faturamento das locadoras aumente de 12% a 15% este ano, com a mesma expectativa para o crescimento da frota. Com relação à compra de veículos a projeção é que ultrapasse as 400 mil unidades.

 

Para o número de empresas locadoras existe tendência de crescimento, mas a entidade não fez projeções, assim como para o número de consumidores.

 

Foto: Divulgação.