Concessionária do futuro volta à pauta

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03/08/2018

São Paulo – Desde o ano passado a Linx, desenvolvedora de software para gestão do segmento varejista, juntou um grupo de especialistas para discutir temas relacionados ao setor de distribuição de veículos, um dos seus principais focos de negócio. Liderado pelo seu diretor do segmento automotivo, Homero Giuseppe, o grupo tem em pauta, dentre outros temas, tentar idealizar a concessionária do futuro.

 

Em entrevista à Agência AutoData ele disse que a ideia é juntar as visões dos participantes do grupo – gente da indústria, varejo, consultores, dentre outros – para formular soluções que possam vir a ajudar as concessionárias a se preparar hoje para o amanhã. Porque não há outra saída: o modelo de vendas de carros precisará ser transformado.

 

Embora a Lei Renato Ferrari, hoje, não permita alterar esse modelo de negócio, Giuseppe acredita que, naturalmente, haverá um momento em que o caminho seguirá por outra via. Alguns exemplos, como a venda de carros pela internet, já estão disponíveis para o consumidor e é questão de tempo que essa demanda obrigue o setor a rever este modelo.

 

“O desafio para a Linx é saber para onde esse segmento caminhará. Precisamos antever o caminho e produzir tecnologia.”

 

Algumas dessas soluções já estão nas mãos, aplicadas em outros segmentos. Giuseppe disse que o e-commerce e a aplicação da internet das coisas podem ser facilmente transportadas para o varejo automotivo -- a própria Linx dispõe de softwares em operação em outros ramos do comércio.

 

Mas a preocupação desse grupo de discussão vai além da atuação da Linx – embora Giuseppe admita que um dos principais focos da empresa é agregar novas soluções aos produtos que hoje já são vendidos às concessionárias e torná-los rentáveis: os concessionários, se não se mexerem, serão engolidos pela transformação tecnológica: “A venda de carro é só um dos produtos fornecido pela concessionária. O que os gestores precisam ter em mente é que o que for possível precisa ser agregado. Por que, por exemplo, uma concessionária não pode oferecer também bicicletas? Pode ser um fornecedor de mobilidade”.

 

Muitas vezes o cliente chega a uma concessionária sabendo mais do modelo que deseja adquirir do que o próprio vendedor, tamanho o acesso e a disponibilidade da informação. Para o executivo a interação do concessionários com o consumidor precisa passar por mudanças: “Uma estrutura de vendas sem fricção, mais simples, eliminar obstáculos. É preciso simplificar desde a busca do modelo ao fechamento do negócio e à sua entrega ao cliente e entender que a venda do carro não é só o carro, mas também peças e serviços. Alguma coisa disso já vem acontecendo, mas ainda de forma insuficiente”.

 

A Linx fornece softwares ERP, de gestão empresarial, para concessionárias das principais montadoras do Brasil – são mais de 2 mil revendas no País, quase metade do parque existente. Itens como estoque, contabilidade e troca de dados com as montadoras estão integrados ao programa que, segundo Homero Giuseppe, seria o ponto de partida para oferecer novos produtos e soluções para as concessionárias do futuro.

 

A empresa será uma das expositoras do Congresso Fenabrave, que abre as portas da terça-feira, 7, e acaba no dia seguinte, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

 

Foto: Reprodução/Facebook.