Iochpe-Maxion cresce 26% no semestre

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14/08/2018

São Paulo – A multinacional de origem brasileira Iochpe-Maxion, fabricante de rodas automotivas e de sistemas estruturais para veículos leves e pesados, fechou o primeiro semestre com receita de R$ 4,5 bilhões, valor 26% superior ao do mesmo período do ano passado. O resultado foi puxado pelo desempenho nos mercados nacional e internacional, este impulsionado pela valorização do dólar.

 

Um quarto do faturamento veio de suas operações brasileiras, que contribuíram com R$ 1,1 bilhão no semestre, alta de 33,4% sobre o resultado janeiro-junho de 2017. A receita internacional cresceu 23,9% no período, para US$ 3,4 bilhões – eliminando a variação cambial, o aumento do faturamento foi de 14,1%.

 

A recuperação da indústria brasileira de veículos, tanto leves como pesados, aliada à diversificada operação internacional ajudam a entender o resultado semestral da empresa, que possui 31 fábricas espalhadas por catorze países. Em novembro a Iochpe-Maxion completará 100 anos e a expectativa é a de fechar o ano comemorativo com bons resultados, de acordo com seu presidente, Marcos de Oliveira – que, porém, não contou suas expectativas de receita.

 

“O que posso dizer é que o resultado do primeiro semestre dá um indicativo de como será o desempenho até o fim do ano”, afirmou em entrevista coletiva a jornalistas na manhã de terça-feira, 14, em São Paulo. “Estamos com boas perspectivas para o mercado brasileiro, onde estamos avançando no segmento de rodas de alumínio [que possuem maior valor agregado]”.

 

O negócio de rodas, conhecido no mercado como Maxion Wheels, representou 82% da receita global no semestre. A empresa fornece rodas de aço e de alumínio às principais montadoras brasileiras de carros de passeio, comerciais leves e veículos comerciais e de aço para máquinas agrícolas.

 

Em 2016 a Maxion inaugurou em Limeira, SP, fábrica dedicada à produção de rodas de alumínio, com capacidade para produzir, sem grandes investimentos, 2 milhões de rodas/ano. Neste primeiro momento, porém, está limitada a 800 mil unidades/ano à espera por demanda do mercado doméstico.

 

Oliveira disse que a companhia é a líder global em fornecimento de rodas de aço, com quase 18% do market share às montadoras – sua participação na reposição é bem baixa. O grande salto no mercado foi dado em 2012, quando adquiriu a Hayes Lammerz e suas dezessete fábricas e consolidou seu projeto de internacionalização, iniciado em 2008 com a construção de fábrica de rodas de aço na China.

 

O outro negócio da holding, a Maxion Structural Components, respondeu por 18% do faturamento, índice que, segundo Oliveira, está abaixo do normal: “Como o mercado brasileiro de caminhões caiu nos últimos anos essa divisão perdeu participação. Em condições normais responderia por cerca de 22% na receita”.

 

A divisão de componentes estruturais tem investido na expansão da capacidade de estamparia para veículos pesados nos Estados Unidos. Em rodas há expansões na Europa, América do Norte – e a construção de uma nova fábrica de produtos de liga leve na Índia, onde a Maxion Wheels já possui duas unidades para produção de rodas de aço para veículos leves e pesado: é o mercado que, segundo Oliveira, apresenta maior potencial de crescimento nos próximos anos.

 

Foto: Divulgação.