Etios sustenta exportações Toyota para Argentina

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São Bernardo do Campo, SP – A crise que abalou os alicerces do mercado argentino e esfriou o consumo interno reduziu as expectativas das empresas brasileiras exportadoras de veículos. A Toyota, na contramão, projeta cenário diferente e afirma que haverá crescimento dos embarques de seus veículos para lá. A confiança está depositada no modelo de entrada Etios que, já há algum tempo, é o mais vendido na Argentina.

 

A crença é a de que será ele o responsável pela alta antevista pela companhia nas suas exportações, pelo menos até o fim do ano, segundo o vice-presidente executivo no Brasil, Miguel Fonseca: “Para o ano que vem a oferta no Exterior, principalmente na Argentina, será mais robusta com o Yaris”.

 

Até julho a Toyota exportou à Argentina 31,2 mil unidades, o que representa alta de 10% sobre os sete primeiros meses do ano passado. Até o fim do ano o volume deve chegar a 57,7 mil unidades, em sua maioria do modelo compacto. A Toyota também exporta o sedã médio Corolla.

 

Enquanto o Yaris não chega ao mercado argentino – deve chegar no fim de novembro – o protagonista é o modelo de entrada, o Etios: até julho foram vendidas 23 mil 342 unidades, segundo dados da Acara, entidade que na Argentina corresponde à Fenabrave. Isso representou crescimento de 24% ante igual período em 2017 -- o volume superou os atingidos por Ford Ka, 21 mil 635, e Chevrolet Onix, 21 mil 372 unidades.

 

Fonseca apontou as características do modelos como fatores que fizeram com que suas vendas se elevassem na Argentina: “O argentino é um consumidor que valoriza muito o desempenho mecânico, e percebemos que as vendas deram um salto importante a partir do momento em que passamos a exportar a versão com câmbio automático”.

 

Afora Argentina, Paraguai, Peru e Uruguai são os destinos do Etios, modelo lançado no segundo semestre de 2012.

 

O seu desempenho nas exportações fez com que a Toyota programasse abertura do terceiro turno na fábrica de Sorocaba, SP, onde é produzido o compacto. Ainda assim, observou Fonseca, a demanda pelo modelo no Brasil e nos mercados para onde é exportado segue maior do que a capacidade de produção instalada. Até julho a produção da companhia foi 4% maior na comparação com o mesmo período no ano passado, quadro possível pelo aumento das exportações.

 

Esta situação fez com que a empresa executasse planejamento articulado pela fábrica e revendas para que não haja desabastecimento nos mercados: “Tivemos de calcular o ritmo de produção, basicamente, uma vez que no Brasil também é crescente a demanda pelo Etios. O terceiro turno é algo que surgiu especificamente para atender às exportações”.

 

Até 2020 mais cinquenta pontos de venda devem integrar a rede de concessionários da empresa no País, totalizando 250 unidades: “O controle de estoque e a presença em regiões importantes, os dois fatores combinados, nos ajudam a equilibrar as entregas dos nossos veículos neste cenário no qual a demanda é maior do que a nossa capacidade de produzir”.

 

Foto: Divulgação.