Produtores querem mais alumínio nos veículos globais

Imagem ilustrativa da notícia: Produtores querem mais alumínio nos veículos globais
CompartilheIndústria
14/09/2018

São Paulo – O consumo de alumínio é negativo este ano na comparação com o registrado em 2017. Mesmo com a indústria de embalagens, principal demandante da matéria-prima, estar vivendo cenário de aquecimento, os números do setor não conseguiram tirar os indicadores do vermelho. Seus produtores visualizam cenário ainda mais adverso com a elevação do dólar frente o real mas mantêm esperança em pedidos vindos da indústria automotiva. Até junho as fábricas que beneficiam alumínio no Brasil produziram 408 mil toneladas, 12,4% menos do que em idêntico semestre do ano passado, segundo dados da Abal, a Associação Brasileira do Alumínio.

 

Para 2019 a expectativa dessa indústria é a de que, por meio do Rota 2030, os veículos produzidos no Brasil possam ter maior participação de alumínio em suas estruturas e componentes, segundo o seu presidente, Milton Rego:

 

“Um dos pilares da nova política setorial é o estabelecimento do polo automotivo brasileiro em plataforma de exportação aos países desenvolvidos. Com isso passarão a ser produzidos aqui veículos baseados em plataformas globais, que geralmente possuem mais alumínio em sua composição do que os veículos produzidos para atender ao mercado interno. Há a questão da eficiência energética também, pois carros mais leves diminuem o consumo de combustível”.

 

Nessa relação veículo nacional versus tipo exportação o presidente da Abal disse que veículos desenvolvidos em outros países, e que passam a ser produzidos nas linhas mantidas aqui, têm o alumínio substituído por outros materiais durante o processo natural de tropicalização por questão de custo: “O preço do alumínio é sensível às oscilações do dólar, moeda à qual o preço do material está vinculado. Por isto é comum que haja troca por materiais mais baratos”.

 

No campo das aplicações do material nos veículos globais, Rego disse que a contribuição do alumínio pode se dar em reforços estruturais, algo comum nos veículos premium: “Aplicação de alumínio no capô, por exemplo, contribui para uma estrutura mais resistente e leve. Existem peças que também podem ser anexadas ao chassi para reforçar colunas”.

 

O desempenho da produção do alumínio este ano começou forte, diminuindo as perdas do ano passado. Em janeiro a produção foi menor 1,5% do que a de janeiro do ano passado, em março foi idêntica à do mesmo período de 2017 e a partir daí a queda acentuou com maior força, chegando em junho a 24,7% por causa da greve dos caminhoneiros.

 

Foto: Divulgação.