Apreensão e otimismo com novo governo: é a Kia.

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06/11/2018

São Paulo – A Kia Motors vive clima de temor com relação à tramitação do Rota 2030, a nova política para o setor automotivo, dentro do prazo estipulado, 16 de novembro. De acordo com o seu presidente no Brasil, José Luiz Gandini, a vinda – ou não – dos modelos elétricos, por exemplo, perderá relevância caso a transformação em lei da MP 843 fique nas mãos do próximo governo:

 

“O texto tem que ser aprovado ainda no governo atual, que está mais próximo ao tema. Se perdermos o prazo pode ser que haja perdas na questão fiscal, sobretudo no IPI para híbridos e elétricos. Não sabemos se a tônica do próximo governo será a de auxiliar a indústria neste sentido”.

 

No segmento de elétricos e híbridos a empresa mostrou na terça-feira, 6, durante as apresentações no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, os modelos Soul EV, Niro Hybrid e Optima Hybrid. Os veículos, segundo Gandini, estão em fase final de homologação e estarão disponíveis para venda condicionados a uma tributação diferenciada:

 

“São todos produtos de alta tecnologia, que dependem de taxação diferenciada para híbridos e elétricos, como ocorre no restante do mundo, para que sejam viáveis do ponto de vista mercadológico diante dos carros convencionais movidos a combustão interna”.

 

A agenda da adminstração federal que assume o País a partir de janeiro é incerta no que diz respeito ao setor automotivo. Em outubro o presidente eleito recebeu pleitos da indústria e sinalizou o estreitamento de laços, fato que não é comentado – nem foi confirmado – pela Anfavea. Durante todo o processo eleitoral a entidade se mostrou neutra e afirmou estar “acompanhando todas as propostas”.

 

Se existe apreensão sobre o futuro dos híbridos, no mercado dos veículos importados a visão da Kia é otimista acerca do crescimento das vendas no País. De acordo com Gandini, que também é presidente da Abeifa, no ano que vem a Kia deve importar um total de 20 mil unidades: “Para este ano a expectativa é a de que o volume total seja de 12,5 mil unidades. No ano passado foram 7,8 mil”.

 

O que move a empresa a acreditar no crescimento em 2019 é a projeção de cenário de estabilidade cambial, que será observado, segundo Gandini, a partir de janeiro com o início dos trabalhos da nova administração: “As vendas devem voltar à normalidade, com perfil de crescimento, e com o dólar em patamar de R$ 3,20 até R4 3,40 acreditamos em mais emplacamentos”.

 

Em função do crescimento visto desde o ano passado a empresa tratou de expandir sua rede de concessionários. Este ano foram onze novas lojas, o que eleva para 108 o número de pontos de vendas Kia no País. Gandini disse que foi procurado por “vários grupos de investidores querendo representar a marca”. Dentre os interessados estariam, segundo ele, as empresas Navesa, Germânica e Saga. Seria a primeira vez que essas empresas representariam a Kia Motors no varejo.

 

Foto: Divulgação.