Grupo PSA trabalha na virada dos negócios

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São Paulo – Mesmo após anos seguidos de prejuízo e de dificuldades em crescer no mercado brasileiro o Grupo PSA segue apostando, e confiante, em sua operação local. Na terça-feira, 19, seu CEO global, Carlos Tavares, desembarcou para sua visita anual e revisou o plano de negócios Virada Brasil, que prevê o retorno à lucratividade e fatia de 5% das vendas de automóveis e comerciais leves.

 

Até então conhecido apenas internamente o Virada Brasil é a parte regional do Push to Pass, plano de reestruturação global que já trouxe bons resultados à companhia. Segundo Tavares são medidas simples: “São ações que, em conjunto, têm como finalidade reduzir os custos fixos e variáveis, custos de distribuição e gastos mais eficientes em marketing”.

 

Integra também o plano o lançamento de dezesseis modelos até 2021, um de cada marca por ano. Restam ainda seis – e, agora, a maior parte deverá ser produzida localmente, em Porto Real, RJ, ou em El Palomar, na Argentina. Com essa investida em novos produtos a companhia pretende saltar dos cerca de 2% de vendas no mercado para 5%, somadas Peugeot e Citroën.

 

Tavares não revelou as metas, tampouco o prazo para a conclusão do Virada Brasil. Não parece também ansioso em conquistar os resultados tão logo: o executivo enxerga que é importante preparar o terreno para ganhar dinheiro no longo prazo: “Temos que ganhar dinheiro em todos os países, pois não existe essa história de o lucro de um compensar o prejuízo do outro. Estamos colhendo bons resultados, a situação vem melhorando e estamos confiantes de que atingiremos um ponto positivo muito em breve”.

 

Os sinais indicados pela equipe econômica do governo foram encarados de forma positiva pelo CEO do Grupo PSA. Além do otimismo com o prognóstico da economia local a decisão de abrir as fronteiras para automóveis e componentes mexicanos foi considerada acertada por Tavares.

 

“Com a liberação de importação de peças do México sem impostos os fornecedores brasileiros terão que acelerar sua produtividade”, ele disse. “Não há motivo para ter medo de competir com os mexicanos. Isso vai empurrar o Brasil para fortalecer sua competitividade”.

 

Foto: Divulgação.