Vendas de máquinas devem crescer na casa dos 10%

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Ribeirão Preto, SP – Os segmentos de máquinas agrícolas, rodoviárias e de construção deverão crescer na casa dos dois dígitos em 2019. As expectativas dos fabricantes expositores da Agrishow, uma das mais importantes feiras do agronegócio da América Latina, indicam alta nas vendas próximas aos 10%, embora as incertezas com relação ao Moderfrota – linha de financiamento do BNDES – preocupem os executivos.

 

José Carramate, diretor de vendas da Valtra, do Grupo AGCO, fez a projeção mais otimista de crescimento no segundo dia de Agrishow – a terça-feira, 30: 11%.

 

“Acredito que seja possível atingir esse índice tendo em vista o bom desempenho do segmento no primeiro trimestre do ano”.

 

O setor registrou, de janeiro a março, avanço de 23,5% nas vendas com relação aos primeiros três meses do ano passado, segundo dados da Anfavea.

 

Eduardo Nunes, diretor de vendas da Massey Ferguson, também do Grupo AGCO, apostou em alta de 10% nas vendas no ano, puxada pelo crescimento orgânico do mercado e pela necessidade de uma renovação da frota.

 

“Grande parte da frota nacional de máquinas já tem mais de dez anos. Essas máquinas mais antigas reduzem a produtividade agrícola e vão contra a busca atual dos produtores, que é por máquinas mais novas, tecnológicas e produtivas”.

 

A Caterpillar aposta em crescimento de 8% a 10%, dependendo do comportamento do mercado, segundo seu presidente Odair Renosto. A New Holland, do Grupo CNH Industrial, trabalha com dois cenários, onde a expansão do mercado pode ficar de 5% a 10%, dependendo do desempenho da economia ao longo de 2019, segundo Alexandre Blasi, diretor de mercado no Brasil.

 

As fabricantes, porém, demonstram preocupação com a falta de recursos para o Moderfrota até o final de junho e para o próximo Plano Safra: “O setor já sentiu um impacto desde março, quando a verba destinada para o programa acabou. Após o anúncio da ministra na abertura da feira o ânimo dos produtores mudou, afirmou Nunes, da Massey Ferguson.

 

Ele espera que o governo não eleve o juros e nem reduza o montante dedicado ao Moderfrota para o próximo Plano Safra. “O setor depende muito dessas linhas de crédito. Espero que o governo não aumente os juros e também não reduza o valor, porque, se isso acontecer, trará uma série de incertezas para o segundo semestre”.

 

Blasi segue a linha de raciocínio de seu colega e disse temer que o governo possa mudar algumas regras do programa. Para o diretor da New Holland não seria uma boa medida o governo aumentar os juros do Moderfrota – mas aposta que, caso isso aconteça, os produtores possam buscar novas possibilidades:

 

“Os bancos privados serão ainda mais competitivos e poderão atender a grande parte do mercado com boas condições de financiamentos”.

 

Foto: Divulgação.