Varejo volta a crescer, mas vendas diretas sustentam alta do mercado

Imagem ilustrativa da notícia: Varejo volta a crescer, mas vendas diretas sustentam alta do mercado

São Paulo – O saldo positivo de 11,1% nos emplacamentos de automóveis e comerciais leves de janeiro a maio no mercado brasileiro, comparado com os cinco primeiros meses de 2018, é resultado, basicamente, do incremento das vendas diretas. Levantamento feito pela Agência AutoData aponta que, das 103,3 mil unidades vendidas a mais no período, 98,2 mil foram por meio de vendas diretas, com o varejo subindo 5,1 mil unidades no período – ou 0,9% na comparação com janeiro a maio do ano passado.

 

Segundo a Fenabrave as vendas diretas representaram 44,5% dos licenciamentos dos primeiros cinco meses do ano, ou 460,8 mil veículos. O varejo respondeu por 55,5% dos licenciamentos no período, ou 574,7 mil automóveis e comerciais leves. No ano passado a proporção, no mesmo período, foi de 61,1% ao varejo, 569,6 mil unidades, e de 38,9% às vendas diretas, 362,6 mil veículos.

 

Mês a mês a representatividade das vendas diretas aumenta no total dos emplacamentos. Em maio as vendas diretas chegaram a 46,8% do total de licenciamentos.

 

Há uma ressalva, porém, feita pela Fenabrave em seu informativo mensal: a metodologia usada para classificar uma venda como direta ou ao varejo é a nota fiscal que, se passada pela montadora, caracteriza uma venda direta, e se emitida por uma concessionária, representa uma venda ao varejo. Mas em alguns casos, como vendas PcDs, a taxistas e para pequenos produtores rurais, essa nota fiscal é emitida pela montadora.

 

Há uma distorção, que a entidade ainda não consegue medir com exatidão. Segundo uma fonte do varejo as vendas PcDs, só no ano passado, superaram as 200 mil unidades, volume que representou quase 1% do total do mercado.

 

Foto: Divulgação.