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Exportações da Dana avançam 20 pontos em quatro anos

Caxias do Sul, RS - A crise econômica que se acentuou a partir de 2015 foi determinante para que a Dana do Brasil implantasse política mais consistente para atuar no mercado externo. Como decorrência das novas estratégias, a participação das exportações no faturamento saltaram de 10%, em 2015, para atuais 30%. Em 2018, as vendas externas aumentaram 22,5% sobre o ano anterior.

 

Caxias do Sul, RS – A crise econômica que se acentuou a partir de 2015 foi determinante para que a Dana do Brasil adotasse política mais consistente para atuar no mercado externo. Como decorrência de nova estratégia a participação das exportações no faturamento saltaram de 10%, em 2015, para atuais 30%. Em 2018 as vendas externas aumentaram 22,5% sobre o ano anterior.

 

Na avaliação de Raul Germany, country leader da organização, o volume de embarques para o exterior seguirá crescendo, mas sem alterar a participação no faturamento, pois projeta recuperação lenta, porém gradual, do mercado doméstico. Dentre as ações para manter o ritmo a empresa expandirá a atuação para novos mercados e ampliará a presença nos já tradicionais.

 

O mercado original absorve praticamente todos os volumes exportados, destacando-se o fornecimento a fabricantes de SUV’s e comerciais acima de 6 toneladas. Os principais países compradores são os Estados Unidos, respondendo por 47% do total, com Argentina na sequência, com 27,5%, e o México com 10,5%. Os demais têm participação inferior a 5%. No total são 21 países, nos cinco continentes, para onde seguem juntas homocinéticas para cardans, componentes para eixos cardans, de vedação e de diferencial, e eixos dianteiros não-tracionados.

 

De acordo com Germany a exportação é tratada, na empresa, com foco estratégico e não apenas como algo pontual, de forma a compensar quedas internas. Neste sentido a busca pela melhoria da eficiência é fundamental para elevar a competitividade. Ainda destacou que oportunidades foram surgindo para novos produtos, como o fornecimento de juntas homocinéticas para os Estados Unidos. Ainda que o câmbio seja um componente sobre o qual as empresas não têm controle o momento atual favorece as exportações, disse Germany. Mas lembrou que é necessário equacionar o Custo Brasil para evitar que o câmbio, de hora para outra, torne-se impeditivo para exportar.

 

Os resultados positivos tiveram reconhecimento com a conquista, pela décima-primeira vez, do Prêmio Exportação RS, concedido anualmente pela ADVB/RS, Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil. Nesta edição a Dana despontou na categoria Trajetória Exportadora Master, em que foram listadas, dentre as cinquenta maiores empresas exportadoras do Rio Grande do Sul, as cinco com melhor desempenho no período 2015 a 2018. Com operações em Gravataí, RS, Campinas, Jundiaí, Limeira e Sorocaba, SP, e 3 mil funcionários, a Dana celebrou, em 11 de julho, 72 anos de atividades no Brasil.

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