Receita da indústria de máquinas cresce 1,2% no ano

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Foto Jornalista  Caio Bednarski

Por Caio Bednarski

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29/10/2019

São Paulo – A receita líquida gerada pela venda de máquinas e equipamentos da indústria nacional cresceu 1,2% neste janeiro-setembro na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a R$ 61,4 bilhões, de acordo com a Abimaq, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, que realizou coletiva de imprensa na terça-feira, 29, para divulgar os números do setor. Avaliando apenas o mês de setembro a receita foi de R$ 7,5 bilhões, crescimento de 2,2% contra o mesmo mês do ano passado e de 0,1% contra agosto.

 

Segundo Maria Cristina Zanella, gerente do departamento de competitividade, economia e estatística, a alta na receita foi puxada pela maior demanda do mercado interno, onde as vendas cresceram 6,2% no acumulado do ano ante igual período de 2018. Outro dado que mostra o maior aquecimento do mercado interno é o consumo aparente, que soma a produção nacional vendida no País e as máquinas importadas, no qual o setor registrou expansão de 13,6% na mesma base de comparação.

 

A importação de máquinas e equipamentos cresceu 18,7% até setembro e, segundo a Abimaq, essa alta foi puxada pela aquisição de componentes para geração de energia, válvulas, tubulações, equipamentos de sondagem e e exploração de óleo e gás e equipamentos para mineração. O ponto negativo do setor foi a exportação, na qual os valores movimentados até setembro somaram US$ 6,8 bilhões, retração de 4,5% na comparação com o mesmo período do ano passado -- segundo a entidade essa queda ocorreu por causa do ritmo menor de crescimento das principais economias mundiais.

 

Os principais mercados externos de máquinas e equipamentos são América Latina, que caiu 18,4%, e Europa, que também registrou queda, de 26,4%, sendo que apenas as vendas para os Estados Unidos cresceram, 27,2%, o que ajudou a reduzir o impacto.

 

Fechamento 2019 ­– Para o último trimestre do ano a Abimaq não espera grandes mudanças nos números, segundo Maria Cristina Zanella: “O último trimestre costuma ser mais fraco no nosso setor, porque as compras para o fim do ano costumam ser realizadas alguns meses antes, para que a indústria esteja pronta para suportar as maiores demanda das compra do fim do ano, por exemplo. Por isso não acredito que teremos grandes movimentações até dezembro”.

 

2020 – A expectativa da Abimaq para o ano que vem é de um cenário um pouco melhor, com o crescimento do PIB chegando a até 2%, ante 0,9% que deverá chegar em 2019, com um cenário econômico um pouco mais positivo, segundo Mario Bernardini, assessor da presidência:

 

“O cenário construído em 2019 nos leva a crer em um 2020 melhor, mas o nosso otimismo ainda é moderado. Juros menores, recuperação da economia, maior geração de empregos, mesmo que tudo isso ainda esteja acontecendo de forma tímida, os reflexos deverão ser positivos”.

 

Foto: Divulgação.