Mercedes-Benz projeta queda de 35% no mercado de ônibus

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Foto Jornalista  André Barros

Por André Barros

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30/04/2020

São Paulo – Em um passado não tão distante, quando a pandemia de coronavírus, esta sim, parecia algo distante, os fabricantes de ônibus trabalhavam com a possibilidade de fechar 2020 com volume de vendas semelhante ao registrado no ano passado, em torno de 20 mil a 21 mil unidades. Agora, em meio à crise gerada pela covid-19, a expectativa de Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing de ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, é de recuo de 35% com relação ao ano passado – e se tudo der certo, ou melhor: se não der mais nada errado.

 

“Essa estimativa de 13 mil a 14 mil unidades em 2020 é enxergando o fim da pandemia”, disse o executivo em teleconferência a jornalistas na quinta-feira, 30. “Um cenário de retorno no fim de junho, começo de agosto. Caso não ocorra nesse período, reveremos esta projeção."

 

Segundo o diretor da Mercedes-Benz o setor está quase parado: há alguma demanda por fretamento, mas os negócios de urbanos e rodoviários estão congelados: “As empresas não estão operando. Este deve ser o contexto dos próximos três meses. Este segundo trimestre será bem difícil”.

 

A produção de chassis em São Bernardo do Campo, SP, retorna na segunda-feira, 11. Há um ou outro pedido para ser atendido, mas a ideia é voltar em ritmo lento – apenas 50% do efetivo da Mercedes-Benz voltará a trabalhar.

 

Mas Barbosa segue com o cronograma de novidades: na quinta-feira, 30, apresentou uma nova configuração do motor OM 457 LA, que alcança 430 cv. Equipará os inéditos chassis O 500 RSD 2443 6x2 e O 500 RSSD 2743 8x2, que trazem, de série, itens de segurança como piloto automático adaptativo e sistema de frenagem de emergência.

 

Outra novidade apresentada foi o O 500 RS com PBT de 19,6 mil quilos, que pode receber carroceria de 14 metros.

 

Barbosa disse que a pandemia provocou outra mudança: o CDC, que ano passado respondeu por mais de 85% das vendas financiadas, passou a ser preterido pelo Finame, que voltou a apresentar taxas mais atrativas: “Os juros do CDC subiram muito. Agora, quando houver novamente negócios, a tendência é que sejam financiados pelo Finame”.

 

Foto: Divulgação.