São Paulo – Os emplacamentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus somaram 188,7 mil unidades em maio, segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData. Este resultado representa avanço de 7,8% sobre o resultado de abril, 175,1 mil licenciamentos, e de 203,3% sobre maio do ano passado, mês ainda afetado pelas primeiras medidas de restrição tomadas para tentar conter a pandemia da covid-19.
A média diária de vendas, em maio, foi o melhor resultado mensal do ano: 9 mil emplacamentos/dia em 21 dias úteis, superando abril, que registrou 8,8 mil licenciamentos/dia em vinte dias úteis.
De janeiro a maio as vendas alcançaram 891,7 mil unidades, 31,9% acima do resultado dos primeiros cinco meses do ano passado – e aí entra também a base comparativa baixa de 2020, ocasionada por dois meses e meio de restrições bem fortes ao comércio adotadas no princípio da pandemia.
Os varejistas, porém, lamentam a falta de peças e componentes, especialmente semicondutores, que vem provocando a parada de fábricas. Uma fonte disse que, não fosse isso, as vendas poderiam estar melhores.
A fábrica que produz o veículo mais vendido no Brasil dos últimos seis anos, o Chevrolet Onix, em Gravataí, RS, está sem produzir desde abril. A expectativa é a de que retorne ainda este mês, mas ainda nada há de confirmado. Em junho mais três fábricas confirmaram paralisação: Volkswagen em São José dos Pinhais, PR, e Taubaté, SP, e Nissan em Resende, RJ.
Mais uma vez a Fiat liderou o mercado, seguida por Volkswagen e Chevrolet.
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