Saíram das linhas de montagem 238 mil veículos, segundo a Anfavea
São Paulo – Pela primeira vez em dezoito meses a indústria de veículos brasileira passou um mês inteiro sem a paralisação de fábricas, o que havia se tornado rotina por causa da crise de abastecimento e pela falta de semicondutores. Segundo o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, as empresas fabricantes aceleraram suas linhas “dentro de suas possibilidades” e conseguiram o maior volume de produção do ano, com 237 mil 961 automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus.
O resultado representou crescimento de 43,9% com relação a agosto do ano passado e de 8,7% na comparação com julho.
Com este aumento na produção foi revertida, também, a curva de queda no acumulado do ano, que agora passa a apresentar saldo positivo na comparação com o mesmo período de 2021: crescimento de 4,7%, com 1 milhão 548 mil 600 veículos produzidos de janeiro a agosto.
“No ano passado tivemos um primeiro semestre forte e um segundo semestre fraco. Neste ano a tendência é a inversa.”.
O resultado do acumulado do ano já supera a projeção de crescimento de produção da Anfavea, que é de avanço de 4,1%. Lima manteve a estimativa e ressaltou que alguns eventos do segundo semestre, como eleições e Copa do Mundo, deverão gerar impacto no desempenho do mercado e das linhas de montagem. No caso da competição esportiva há possibilidade de retirar dias úteis de produção por causa dos jogos da seleção brasileira.
Em agosto as montadoras efetivaram 350 contratações, ampliando o quadro do setor para 104,2 mil trabalhadores. Só este ano foram quase 3 mil novos postos de trabalho gerados.