São Paulo – Um clima de otimismo tomou conta do ambiente da Stellantis no último fim de semana, com a decisão do governo chinês de retirar as companhias brasileiras do embargo promovido para as exportações de chips da Nexperia. Segundo o presidente Herlander Zola o fim de semana foi tomado por reuniões com equipes de supply chain e logística e as documentações já estão sendo encaminhadas ao governo chinês. A expectativa é a de que lotes de semicondutores voltem a ser importados.
“O problema só deixará de existir quando as peças estiverem aqui”, afirmou a jornalistas em sua primeira entrevista coletiva no novo cargo, no qual sucede a Emanuele Cappellano, que assumiu funções na Europa. “Mas a decisão [do governo da China] de nos colocar na exceção foi tomada e, por isto, a perspectiva é positiva. Estamos mais otimistas do que na semana passada.”
Zola afirmou que as operações industriais da Stellantis estão “na iminência de paralisação”, sem estipular prazos: “Algumas linhas têm [produto] para uma determinada quantidade de dias, outras para mais. O fato é que é um item de fácil importação, podemos trazer por via aérea e chegaria nas nossas fábricas em três a quatro dias.
O presidente da Stellantis América do Sul, no entanto, confia que a crise será resolvida antes que alguma fábrica precise parar a produção.
No sábado, 1º, o governo chinês informou, por meio da embaixada no Brasil, que as empresas brasileiras poderão solicitar exceção ao embargo aplicado pela China às exportações da Nexperia, decorrente da decisão do governo da Holanda de intervir na subsidiária local, retirando seu CEO e nomeando um interventor. A companhia, com fábrica na China, é responsável por cerca de 40% do fornecimento de chips simples para a indústria automotiva, que são utilizados em diversos itens e sistemas.