Hannover, Alemanha – Dentre os mais de 1 mil expositores e milhares de visitantes no IAA, feira internacional do setor de transporte que ocorre em Hannover, Alemanha, estão representantes de empresas genuinamente nacionais e de subsidiárias de multinacionais instaladas no Brasil. Estão em busca do desenvolvimento dos seus negócios dentro de um espaço em que o setor se reúne em âmbito global.
O presidente da ZF para a América do Sul, Carlos Delich, foi a Hannover para demonstrar muitas tecnologias aos seus clientes OEM que, um dia, podem vir a serem produzidas no Brasil: “Este é um momento importante porque é aqui que começamos a definir investimentos. O interesse de nossos parceiros pode começar com importação do componente e culminar com a nacionalização”.
A ZF fornece o eixo elétrico do novo eActros, componente similar ao que será utilizado no chassi dos ônibus elétricos da Mercedes-Benz fabricado no Brasil. A empresa recebeu representantes brasileiros da DAF, da Scania, da Mercedes-Benz e da Randon para demonstrar suas tecnologias para “procurar sinergias, oportunidades de negócios e nacionalização de nossos produtos”.
A Mercedes-Benz formou um grupo de grandes clientes para conhecer o IAA e seus novos produtos, contou seu vice-presidente de vendas, Roberto Leoncini: “Queremos atualizar nossos clientes sobre as tecnologias que irão para o Brasil no futuro”.
São 75 grandes clientes e outros 320 que o Consórcio Mercedes-Benz convidou para Hannover.
O Consórcio Scania também convidou 45 clientes que gostariam de conhecer e fazer negócios, contou Sílvio Munhoz, diretor-geral de operações comerciais para o Brasil.
Fazer negócios no “centro do universo” do segmento de transportes também é o objetivo do presidente da Anfir, José Spricigo que, com o apoio da Apex Brasil, formou caravana de dezessete empresas para expor seus produtos no IAA. O Espaço Brasil recebe clientes brasileiros mas também esperam fazer negócios com clientes da África e outras regiões que utilizam composições com especificações similares às feitas no País:
“É a primeira vez que estamos aqui e independentemente dos resultados de negócios continuaremos a investir neste evento”.
Para o executivo da Anfir, e também da Librelato, a exportação é um trabalho de longo prazo e a oportunidade de prospectar clientes no IAA é inigualável: “Depois de sermos conhecidos pelos clientes temos grandes possibilidades de continuar vendendo a eles”.